Mauá reforça compromisso com a desinstitucionalização na saúde mental

Atualização com profissionais da Rede de Atenção Psicossocial e Atenção Primária integra ações pela garantia do cuidado em liberdade e respeito aos direitos humanos

Crédito: PMM

A Prefeitura de Mauá realizou importante atualização voltada aos profissionais da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial e da Atenção Primária à Saúde. A formação teve como foco o manejo clínico e comunitário de pessoas em processo de desinstitucionalização – um dos pilares da luta antimanicomial e da reforma psiquiátrica brasileira.

Na sexta-feira (26), cerca de 50 profissionais da saúde municipal participaram de encontro na FAMA (Faculdade de Mauá) em evento mediado pelo psicólogo e especialista em saúde mental Ed Otsuka. O objetivo foi qualificar o cuidado prestado pelas equipes de saúde, promovendo atendimento mais humanizado, integrado e voltado à autonomia dos usuários.

“Esse tipo de evento contribui para reafirmar nossa posição ao lado das políticas públicas que respeitam a dignidade das pessoas com sofrimento mental, livres de práticas violadoras de direitos, promovendo inclusão, autonomia e cidadania”, afirmou a secretária municipal de Saúde, Eliene de Paula Pinto.

A desinstitucionalização propõe a substituição do modelo hospitalocêntrico (centrado no hospital como principal local de atuação) por uma rede de cuidados em liberdade, ancorada na prevenção e na convivência comunitária, no vínculo com os territórios e na valorização dos projetos de vida dos usuários. Trata-se de processo que vai além da alta hospitalar. Implica reconstruir laços sociais e garantir direitos, como moradia, trabalho, educação e cultura.

A política de desinstitucionalização, uma conquista do movimento de luta antimanicomial no Brasil, ganhou força a partir da década de 1990 e se consolidou em 2002, com diversas normativas do Ministério da Saúde. Mauá está inserida no contexto histórico de protagonismo do Grande ABC em relação à agenda.

A política municipal de saúde mental está estruturada dentro de uma Rede de Atenção Psicossocial fortalecida e diversificada, a qual inclui: 23 UBSs (Unidades Básicas de Saúde), quatro UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), três CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) – Álcool e Outras Drogas, Adulto e Infantojuvenil –, duas residências terapêuticas e o Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini.

Esses dispositivos articulam ações de acolhimento, cuidado continuado e reabilitação psicossocial, contribuindo para a efetivação do cuidado em liberdade.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 29/09/2025
  • Fonte: Teatro Liberdade