Material escolar e finanças: Como equilibrar a lista e o bolso
Veja como ensinar educação financeira aos filhos durante a compra do material escolar
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 26/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Com as férias de janeiro chegando ao fim, a lista de material escolar vira a grande preocupação das famílias. Uma pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que 9 em cada 10 pais vão às compras para o ano letivo de 2026, mas muita gente está de olho no bolso: 80% dos brasileiros pretendem reaproveitar itens do ano passado.

Para ajudar você a organizar as finanças sem estresse, conversamos com a psicóloga e especialista em educação financeira infantil, Priscila Rossi. Confira as dicas práticas para economizar na compra do material escolar e ainda ensinar lições valiosas para os seus filhos:
Planejamento: Como economizar de verdade na compra do material escolar?
Separe o “essencial” do “bonitinho”
Muitas vezes, a lista da escola parece exagerada. Priscila sugere separar o que é pedagógico (caderno, lápis, borracha) do que é apenas estético (marcas caras ou personagens da moda).
Dica de ouro: Antes de sair de casa, faça uma “limpa” nas mochilas do ano passado. Ver o que ainda serve ensina a criança a cuidar do que tem e evita o desperdício.
Fique atento: O Procon proíbe que escolas exijam itens de uso coletivo (como papel higiênico ou grandes quantidades de papel sulfite). Se notar excessos na lista de material escolar, vale conversar com a instituição.
Cuidado com a “bola de neve” no cartão
Janeiro é o mês das contas (IPVA, IPTU, matrícula). Trate o material escolar como uma despesa que você já sabia que viria, e não como uma emergência. Defina um valor máximo para gastar e evite parcelar tudo sem critério, para não comprometer os meses seguintes.
Comprar tudo de uma vez ou aos poucos?
Se você tem dinheiro na mão e conseguiu um bom desconto à vista, compre tudo. Mas, se o orçamento estiver apertado, fracione a compra. Nem tudo será usado na primeira semana de aula. Comprar o que sobrar em fevereiro ou março pode ser bem mais barato, já que a procura diminui e os preços caem.
Envolvendo os filhos nas decisões
O desejo da criança vs. o seu bolso
Quase todas as crianças (92%) participam da escolha do material escolar. Para não virar bagunça, faça um combinado antes de sair de casa: “Você pode escolher um item especial (uma mochila de personagem, por exemplo), mas o restante será do modelo simples”. Isso ensina limites e prioridade.
Papelaria: uma sala de aula prática
Transforme a compra em um jogo educativo. Peça para o seu filho comparar preços e quantidades. Se o orçamento estiver curto para aquele estojo caro, não diga apenas “não temos dinheiro”. Explique: “Estamos escolhendo o material mais simples agora para podermos fazer aquele passeio legal depois”. Isso ensina que escolher é priorizar, e não gera um sentimento de medo ou falta.
Contas digitais e mesadas
Para os mais velhos, usar ferramentas como a conta digital ajuda a dar autonomia. Um bom trato é: se a criança perder ou quebrar algo por descuido, ela ajuda a pagar o novo com a própria mesada. Isso gera responsabilidade.
“Para crianças mais velhas e adolescentes, contas digitais e mesadas podem ser ferramentas muito positivas quando usadas com orientação. Elas ajudam a visualizar saldo, planejar gastos e assumir pequenas responsabilidades”, reforça a especialista.
O erro dos pais
Segundo Priscila Rossi, o maior erro é querer evitar que o filho fique frustrado. Quando compramos tudo o que a criança quer, sem planejamento, ela cresce achando que o dinheiro serve apenas para satisfazer desejos imediatos.
“Educação financeira não é sobre cálculos, é sobre comportamento e escolhas”, resume a especialista.