Mastectomia garante direito a fisioterapia em nova lei
Texto publicado no Diário Oficial assegura assistência para homens e mulheres em tratamento.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 24/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Pacientes que passaram pelo procedimento de mastectomia terão acesso garantido à assistência fisioterapêutica como parte integrante do tratamento oncológico. O direito passa a valer a partir desta segunda-feira (24), data da publicação da nova norma no Diário Oficial da União.
A medida foi sancionada através da Lei Nº 15.267, assinada pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, em conjunto com os ministros Alexandre Padilha (Saúde), Cida Gonçalves (Mulheres) e Simone Tebet (Planejamento). A legislação representa um avanço significativo nos cuidados pós-operatórios da mastectomia, visando a recuperação funcional e a qualidade de vida dos pacientes.
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Reabilitação e reconstrução mamária
De acordo com o texto legal, mulheres que sofreram mutilação total ou parcial da mama devido a técnicas de tratamento do câncer mantêm o direito à cirurgia plástica reconstrutiva. A grande novidade é a inclusão explícita da reabilitação física.
O tratamento fisioterapêutico será disponibilizado quando houver indicação do médico assistente, seguindo as regulamentações do Ministério da Saúde. O objetivo é atuar diretamente na prevenção de complicações decorrentes da mastectomia, garantindo que o paciente tenha um suporte adequado para retomar sua rotina.
Inclusão de pacientes homens
A nova legislação se destaca por sua abrangência inclusiva. O texto determina que o direito à assistência fisioterapêutica também se aplica aos homens submetidos ao tratamento de câncer de mama. Embora menos frequente no público masculino, a necessidade da mastectomia exige os mesmos cuidados de reabilitação.
Com essa determinação, o governo federal busca padronizar o atendimento e assegurar que todos os cidadãos que enfrentam as sequelas físicas de uma mastectomia tenham acesso aos recursos necessários para sua plena recuperação. A mastectomia deixa de ser vista apenas como um procedimento cirúrgico de remoção, passando a integrar um ciclo completo de cuidado que envolve a reconstrução e a reabilitação física.