Marun ataca imprensa e sugere que inquérito dos portos vem sendo vazado

Carlos Marun, disse hoje, 8, que informações sobre o inquérito que investiga Temer no decreto dos Portos podem estar sendo vazadas para imprensa em troca de remuneração financeira

Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Sem citar nomes, o ministro da Secretaria de Governo afirmou que há órgãos de imprensa que parecem ser “receptadores de produtos de crime” e cobrou investigação sobre esses supostos vazamentos.

“Esse inquérito dos portos, primeiro, deveria ser encerrado, porque é fonte de vazamento e vazamento é crime. Se um cidadão é receptador de produto de crime, ele é preso. Agora, existem órgãos da imprensa que parecem que são receptadores de produtos de crime, do crime de vazamento”, afirmou. “Quem me garante que não estão pagando? Quem garante que isso não está chegando em alguns órgãos de imprensa mediante remuneração financeira?”, emendou.

Questionado sobre quem estaria pagando, Marun foi evasivo e disse que não estava “acusando ninguém”. “Estou levantando a necessidade de uma investigação séria sobre isso. Estou exigindo inclusive, que se faça uma investigação séria sobre isso porque a princípio, ninguém está acima da lei. Existem vazamentos seletivos e existem vazamentos que produziram resultados financeiros importantes”, declarou.

Para o ministro, o inquérito precisa ser encerrado, porque está “completamente contaminado pela existência constante de vazamento seletivo”. “Isso é receptação de produto criminoso, certo? Então, deveria ser investigado. Isso não é fonte. Fonte é uma coisa, crime constante é outra.”, afirmou. Para ele, a perseguição com o governo Temer é a mesma com o governo Dilma. “É a mesma estratégia: vaza, divulga, desmoraliza e segue em frente”, disse.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 08/05/2018
  • Fonte: FERVER