Marinha se posiciona sobre colisão de navio com balsas em Santos

Incidente sob análise da Marinha mobiliza equipes de resgate e impacta a logística na travessia entre Santos e Guarujá.

Crédito: Reprodução/Divulgação

A Marinha do Brasil assumiu o comando das investigações logo após um grave incidente técnico no maior complexo portuário da América Latina. Um navio porta-contêineres de grande porte colidiu com três barcas de passageiros durante uma manobra de atracação, desencadeando uma resposta imediata das autoridades competentes. A instituição confirmou a abertura de um Inquérito Administrativo sobre Fatos e Acidentes da Navegação (IAFN) para apurar as causas e responsabilidades do ocorrido.

Ações emergenciais e o papel da Marinha no Porto

Logo após o impacto, a Capitania dos Portos de São Paulo, unidade regional da Marinha, enviou equipes de inspeção naval e peritos para o local. O objetivo principal foi avaliar a integridade estrutural das embarcações envolvidas e garantir que não houvesse risco de poluição hídrica ou novos acidentes no canal.

O Porto de Santos, que movimenta cerca de 25% da balança comercial brasileira, exige uma coordenação precisa. Qualquer falha mecânica ou erro humano durante a praticagem pode resultar em prejuízos milionários e riscos à vida. No caso em questão, o navio Log-In Pantanal sofreu uma avaria nos motores, o que dificultou a frenagem antes do contato com os dolfins de proteção e as balsas que realizam o transporte público.

Impacto no transporte e protocolos de segurança

A colisão afetou diretamente o fluxo de milhares de pessoas que utilizam diariamente o serviço de travessia. De acordo com os protocolos estabelecidos pela Marinha, as balsas atingidas foram imediatamente retiradas de operação para vistorias técnicas obrigatórias.

  • Vistorias Técnicas: Verificação de flutuabilidade e sistemas de propulsão.
  • Depoimentos: Coleta de dados com práticos, comandantes e tripulação.
  • Prazos: O inquérito tem prazo inicial de 90 dias para conclusão.

A perícia da Marinha busca entender se houve negligência ou se o incidente foi fruto exclusivo de uma falha técnica imprevisível. O relatório final será encaminhado ao Tribunal Marítimo, que detém a competência para julgar acidentes dessa natureza sob a ótica da segurança da navegação.

Próximos passos para a normalização do canal

Especialistas do setor portuário reforçam que a atuação da Marinha é fundamental para manter a credibilidade internacional do Porto de Santos. Enquanto as investigações prosseguem, medidas de contingência foram adotadas para que o cronograma de entrada e saída de navios não sofra novos atrasos.

A fiscalização rigorosa exercida pela autoridade serve como um lembrete da complexidade das operações em águas restritas. A expectativa é que, com a conclusão das perícias, novas diretrizes de segurança sejam implementadas para evitar que colisões semelhantes voltem a interromper a rotina de Santos e Guarujá, preservando a eficiência do setor logístico e a segurança de passageiros e tripulantes.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 17/02/2026
  • Fonte: Sorria!,