Marcha pela Ciência acontece no dia 8, na Avenida Paulista
A partir das 15h deste domingo, 8 de outubro, cientistas e pesquisadores estarão em frente ao MASP, na Avenida Paulista
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 26/09/2017
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
A partir das 15h deste domingo, 8 de outubro, cientistas e pesquisadores estarão em frente ao MASP, na Avenida Paulista, para protestar contra os sucessivos cortes no orçamento que estão tornando a atividade inviável no Brasil. A terceira edição da Marcha pela Ciência é coordenada pela Aciesp – Academia de Ciências do Estado de São Paulo e co-organizada pela APqC – Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo. Entidades como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) apoiam a iniciativa. O evento também conta com o apoio de vários divulgadores científicos, como Iberê Thenório, Portal Deviante, Canal do Pirula, Bricking Science e vários outros, além dos organizadores da etapa brasileira do festival Pint of Science.
Um dos alvos do protesto é o novo corte na ciência programado no Projeto de Lei Orçamentária Anual para 2018. Ele representa uma redução de quase 40% em relação ao orçamento deste ano, um dos menores da história. Seu valor, de R$2,8 bilhões, é 44% menor do que o previsto antes dos cortes anunciados pelo governo federal em março deste ano e representa menos da metade do orçamento de 2005 e menos de um terço do orçamento de 2010 em valores corrigidos pela inflação. Segundo estimativa do Conhecimento sem Cortes, 12 bilhões deixaram de ser investidos em universidades e em pesquisa desde o ano de 2015.
“Cortar a verba da ciência é condenar o desenvolvimento do Brasil”, resume Marcos Buckeridge, presidente da Aciesp e coordenador da atual edição. “Da agricultura à medicina, da indústria à biodiversidade, não há avanços se o conhecimento não avançar. O que está acontecendo compromete não só o trabalho atual, mas o futuro. É uma situação inadmissível”, completa.
A mobilização também pede o fim dos sucessivos desmontes das universidades públicas e dos institutos de pesquisa do estado de São Paulo – que já duram mais de 20 anos – com a não contratação de pesquisadores por meio de concursos públicos e ainda protesta contra a venda de diversos imóveis destinados à Pesquisa Pública. “Todos os Institutos atualmente somam, juntos, cerca de 1.500 pesquisadores em atividade – sendo que deveria ter em torno de 2.450 -, dos quais 62% está com idade acima de 50 anos. Mais de um terço (41%) dos cargos de pesquisador científico está vago nos 19 Institutos. Na soma de todas as carreiras, incluindo os cargos de apoio técnico e administrativo, os Institutos estão operando com menos da metade do quadro de funcionários que deveriam ter. A outra metade foi esvaziada ao longo dos últimos anos por aposentadorias, mortes, exonerações e perda de funcionários para outras instituições”, explica Joaquim Adelino Azevedo Filho, presidente da APqC.
Os organizadores criaram uma página na internet para arrecadar recursos – https://www.catarse.me/3amarchapelacienciasp?ref=project_link . Há também uma página nas redes sociais onde é feita a atualização do público interessado e a divulgação de notícias relacionadas:
https://web.facebook.com/marchapelacienciasp/ Para o evento, foi criada uma página específica: https://web.facebook.com/events/1869979316651855/
Serviço:
3ª Marcha pela Ciência
8 de outubro, domingo, às 15h na Avenida Paulista, 1578 (em frente ao MASP)