Marcel Munhoz quer desfibriladores em academias e clubes
O vereador Marcel Munhoz (PP) protocolou um projeto de lei que torna obrigatória a instalação de Desfibriladores Externos Automáticos (DEA) em academias de ginástica, clubes esportivos, centros de treinamento e demais estabelecimentos destinados à prática de atividades físicas ou esportivas em São Caetano do Sul. De acordo com a proposta, os equipamentos deverão permanecer em […]
- Publicado: 07/07/2026 09:06
- Alterado: 07/07/2026 09:06
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: CMSCS
O vereador Marcel Munhoz (PP) protocolou um projeto de lei que torna obrigatória a instalação de Desfibriladores Externos Automáticos (DEA) em academias de ginástica, clubes esportivos, centros de treinamento e demais estabelecimentos destinados à prática de atividades físicas ou esportivas em São Caetano do Sul.
De acordo com a proposta, os equipamentos deverão permanecer em locais visíveis, devidamente sinalizados e de fácil acesso, permitindo a utilização imediata em casos de emergência cardíaca. Além disso, os estabelecimentos deverão manter, em cada turno de funcionamento, ao menos um funcionário ou profissional de Educação Física capacitado em Suporte Básico de Vida (SBV) e treinado para operar o DEA.
Marcel Munhoz destaca importância da resposta rápida em emergências
Na justificativa do projeto, Marcel Munhoz afirma que a iniciativa busca suprir uma lacuna na legislação municipal e reforçar a proteção dos frequentadores desses espaços.
“É fundamental garantir a segurança dos milhares de cidadãos que frequentam ambientes destinados à prática de atividades físicas de alta intensidade“, destacou o parlamentar.
O vereador também ressaltou que, embora a prática regular de exercícios físicos proporcione diversos benefícios à saúde, ela aumenta temporariamente o esforço cardíaco, elevando o risco de episódios de morte súbita causados por arritmias ou paradas cardiorrespiratórias, tanto em pessoas com doenças preexistentes quanto naquelas consideradas saudáveis.
Estudos apontam aumento das chances de sobrevivência
Na proposta, o parlamentar cita estudos da Associação Americana do Coração (AHA), que apontam que o atendimento realizado nos primeiros minutos após uma parada cardíaca, com o uso do DEA, pode elevar as chances de sobrevivência em mais de 70%. Segundo os dados apresentados, a cada minuto sem desfibrilação, a probabilidade de sobrevivência diminui cerca de 10%.
Ao defender a aprovação da matéria, Marcel Munhoz afirmou que a atualização das normas de segurança é necessária para proteger alunos, atletas e trabalhadores que utilizam os espaços esportivos de São Caetano do Sul.