Marcas: identidade, diferenciação e valor no mercado competitivo

Em um mercado de alta concorrência, marcas registradas são ativos estratégicos que protegem reputação, fortalecem negócios e ampliam valor

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Em um cenário de alta concorrência e de consumidores cada vez mais informados, as marcas deixaram de ser apenas um detalhe estético para se consolidarem como o principal ativo intangível de qualquer empresa. Ela é o que diferencia um negócio no mercado, traduz seus valores e estabelece a conexão emocional com o público. Muito além do logotipo ou de um nome criativo, a marca é o reflexo da reputação, da confiança e da experiência oferecida ao cliente.

O papel do registro de marca

No Brasil, o registro de marca é regulado pela Lei de Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/96) e realizado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Esse registro assegura ao titular o direito exclusivo de uso do sinal distintivo, impedindo que concorrentes utilizem denominações ou símbolos semelhantes dentro do mesmo segmento de atuação. Essa proteção evita confusões no mercado e preserva o posicionamento conquistado com esforço e investimento.

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A importância da marca registrada vai além da proteção jurídica. Para empresas que buscam investidores, expansão via franquias ou até processos de fusão e aquisição, a marca figura como um ativo estratégico de grande valor. Um nome protegido aumenta a credibilidade, fortalece negociações e pode até ser objeto de licenciamento, gerando receitas adicionais.

Marcas no Grande ABC

No Grande ABC, região marcada pela força do empreendedorismo e pela competitividade entre diferentes setores, esse cuidado é ainda mais relevante. Muitas vezes, o que define o sucesso de um negócio não é apenas a qualidade do produto ou serviço, mas a força da marca que o representa. E, em tempos de marketing digital, redes sociais e marketplaces, essa proteção torna-se urgente: sem o registro, qualquer terceiro pode se apropriar da sua identidade e explorar sua reputação.

Registrar uma marca não deve ser entendido como custo burocrático, mas como um investimento estratégico na sobrevivência e no crescimento do negócio. Afinal, proteger o nome é proteger a história, o trabalho e a visão de futuro da empresa.

Luisa Caldas

Luisa Caldas
Divulgação/ABCdoABC

Especialista em propriedade intelectual e agente de transformação na valorização do conhecimento. Atualmente, é colunista da editoria Valor Intelectual no portal ABCdoABC. Atua como empresária e palestrante, com 26 anos de experiência na área. É pós-graduada em Propriedade Intelectual pela OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual). Responsável por mais de 10 mil marcas registradas e mais de 2 mil patentes no Brasil e no exterior. Sócia da Uniellas Marcas e Patentes e presidente do Instituto de Tecnologia e Inovação do Grande ABC.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 27/08/2025
  • Fonte: Fever