Marcas: como as pessoas se conectam com elas

Em um mercado saturado, marcas fortes se destacam pela identidade, registro e vínculo emocional com o público

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Em um mundo cada vez mais saturado de informações, produtos e serviços semelhantes, as marcas assumem um papel essencial na diferenciação e conexão emocional com o consumidor. Mais do que um nome, logotipo ou slogan, uma marca é a representação simbólica da promessa, dos valores e da experiência que uma empresa entrega. E essa percepção vai muito além da razão — ela é, sobretudo, emocional.

Como as marcas conquistam seu público

A conexão que as pessoas desenvolvem com uma marca ocorre por meio de associações mentais e afetivas. Pense, por exemplo, em grandes marcas como Apple, Nike ou Coca-Cola. Essas empresas não vendem apenas produtos: elas vendem estilo de vida, status, pertencimento, propósito. Seus consumidores se reconhecem em seus discursos e, muitas vezes, se tornam embaixadores voluntários da marca, divulgando, defendendo e consumindo com lealdade.

Essa construção não acontece por acaso. Envolve uma estratégia de branding sólida, coerente e duradoura. O branding é o processo de gestão da marca em todos os seus pontos de contato: comunicação visual, tom de voz, atendimento, embalagem, presença digital, ações sociais e até a cultura interna da empresa. Cada detalhe contribui para formar uma imagem mental única na cabeça do consumidor.

O impacto das redes sociais e do registro

Marcas e Patentes - Propriedade Intelectual (PI) - Negócios
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Com o crescimento das redes sociais, esse processo se intensificou. As marcas passaram a dialogar diretamente com seus públicos, construindo relacionamentos mais próximos e humanos. As interações são instantâneas, e qualquer deslize pode comprometer a reputação da empresa. Por outro lado, quando bem gerido, o contato digital é uma poderosa ferramenta para fortalecer laços e gerar engajamento.

O registro da marca, nesse contexto, ganha importância estratégica. Ele garante segurança jurídica, exclusividade de uso e evita que terceiros se aproveitem da reputação construída com tanto esforço. É comum que empresas negligenciem esse passo e, mais adiante, enfrentem disputas legais ou sejam impedidas de expandir sua atuação. O registro também valoriza a marca como ativo, possibilitando licenciamentos, franquias e até sua venda como propriedade.

Autenticidade e consistência: o que sustenta uma marca forte

Outro aspecto fundamental está na autenticidade. Marcas que se conectam verdadeiramente com o público são aquelas que têm uma identidade clara e se mantêm fiéis a ela, mesmo diante de modismos e pressões externas. Essa consistência gera confiança — e confiança é a base de qualquer relacionamento duradouro.

A jornada de construção de uma marca forte é contínua. Envolve escuta ativa, inovação, empatia e alinhamento entre discurso e prática. Consumidores de hoje não compram apenas produtos; compram causas, experiências e o que a marca representa.

Por isso, compreender o poder emocional das marcas é fundamental para qualquer negócio. Investir em identidade, registro, presença digital e relacionamento não é gasto — é estratégia. Em um mercado onde produtos se igualam em qualidade e preço, a marca é o que permanece. E, quando bem construída, ela fala por si, emociona e fideliza.

Luisa Caldas

Luisa Caldas
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Especialista em propriedade intelectual e agente de transformação na valorização do conhecimento. Atualmente, é colunista da editoria Valor Intelectual no portal ABCdoABC. Atua como empresária e palestrante, com 26 anos de experiência na área. É pós-graduada em Propriedade Intelectual pela OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual). Responsável por mais de 10 mil marcas registradas e mais de 2 mil patentes no Brasil e no exterior. Sócia da Uniellas Marcas e Patentes e presidente do Instituto de Tecnologia e Inovação do Grande ABC.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 13/08/2025
  • Fonte: Fever