Manifestantes invadem plenário da Câmara contra medidas do pacote anticorrupção
O protesto foi contra as medidas do pacote que afetam o Poder Judiciário, como a que prevê a instituição de crime de responsabilidade para juízes e todos os membros do Ministério Público.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 16/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Esse foi o argumento de manifestantes ouvidos pela reportagem
Os manifestantes entraram no local por volta das 15h30. Durante a invasão, foi quebrada uma porta de vidro da entrada principal do plenário. Ao entrar no local, o grupo seguiu direto para a Mesa Diretora, onde permaneceram gritando palavras de ordem contra algumas medidas do pacote anticorrupção e a favor do juiz federal Sérgio Moro, que conduz as investigações da Operação Lava Jato na primeira instância.
Alguns deputados conversam com os manifestantes e tentam negociar uma saída deles do local. O vice-líder do PMDB, deputado Darcísio Perondi (RS), disse que os manifestantes apresentaram uma pauta de reivindicações, em que pedem fim dos supersalários, fim da corrupção, intervenção militar e a vinda de um general para negociar a saída deles do plenário. Eles se denominam integrantes de um grupo chamado Intervencionistas. A mobilização foi feita por meio das redes sociais.
Durante o protesto, manifestantes entraram em confronto com policiais legislativos da Câmara, que tentam retirá-los do plenário. Alguns seguranças da Casa usaram pistola de choque para conter alguns anifestantes, que dizem ser de vários Estados brasileiros.
Jornalistas e funcionários da Câmara que acompanhavam o protesto também foram retirados do plenário.
O pacote anticorrupção está previsto para ser votado na tarde desta quarta-feira na comissão especial da Câmara que analisa a matéria. Entre outros pontos, o pacote prevê tipificação do crime de caixa 2. Como mostrou hoje o Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, deputados articulavam a votação da anistia para políticos, partidos e empresários que cometeram o crime antes da aprovação do pacote.