Após ação da PF, Malafaia critica Moraes: "Não sou bandido"
Pastor teve celular apreendido pela PF e não pode deixar o país
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 21/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O pastor Silas Malafaia, conhecido por sua proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que resultou em busca e apreensão de seus pertences. Em resposta a essa ação, ele teceu duras críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, qualificando-o como “criminoso” e “ditador“.
Nesta quarta-feira (20) durante uma entrevista coletiva, Malafaia se defendeu das acusações que o vinculam como conselheiro de Bolsonaro e do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ele questionou: “Quem sou eu para orientar o Eduardo Bolsonaro?”, desafiando a legitimidade das alegações feitas contra ele.

O pastor reafirmou seu papel como líder religioso e refutou as insinuações que o associam a atividades ilícitas. “Eu sou um líder religioso. Eu não sou um bandido nem um moleque”, declarou, expressando indignação com as medidas cautelares impostas pela Justiça.
Malafaia argumentou que as ações do ministro Moraes representam uma violação da liberdade de expressão em um Estado Democrático de Direito. “Onde é que você é proibido de conversar com alguém? Que país é esse? Que democracia é essa?”, indagou, enfatizando sua posição contrária às restrições impostas.
Adicionalmente, o pastor afirmou não temer repressões e mencionou a apreensão de seus cadernos pessoais, nos quais costuma anotar mensagens bíblicas. “Até meus cadernos de mensagem foram apreendidos. Isso é uma vergonha”, lamentou.
Malafaia também anunciou planos para mobilizar manifestações em 7 de setembro, em protesto contra as decisões de Moraes. Ele exigiu a responsabilização do ministro, clamando por impeachment e prisão.
A operação da PF foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes após a Procuradoria-Geral da República apontar Malafaia como suposto “orientador e auxiliar das ações de coação” promovidas por Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. O cumprimento da ordem aconteceu no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, onde o celular do pastor foi confiscado.
Como parte das medidas cautelares, Malafaia está proibido de deixar o país e teve seus passaportes cancelados, devendo apresentá-los à Justiça em um prazo de 24 horas. Além disso, ele não pode se comunicar com outros investigados nas ações penais relacionadas à alegada tentativa de golpe de Estado.