Maduro convoca mobilização militar em resposta a movimentações dos EUA
Nicolás Maduro mobiliza reservistas e milicianos na Venezuela para treinamento militar, citando ameaças dos EUA e enfatizando defesa nacional.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 13/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
Na última sexta-feira (12), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez um chamado à mobilização de reservistas, milicianos e jovens alistados para comparecerem aos quartéis durante o fim de semana. O objetivo da convocação é proporcionar treinamento militar e instruções sobre o uso de armamento, como parte da preparação do país contra o que Maduro considera uma ameaça proveniente dos Estados Unidos.
A recente movimentação de oito embarcações americanas no sul do Caribe, que Washington descreveu como operações contra o tráfico internacional de drogas, não foi oficialmente caracterizada como uma ação direta contra a Venezuela. Contudo, Maduro qualificou essas manobras como uma camuflagem de uma ameaça ao país.
Em resposta a esse cenário, o líder venezuelano ordenou a mobilização de pelo menos 25 mil tropas das Forças Armadas para os estados que fazem fronteira com a Colômbia e o Caribe. Além disso, ele incentivou os cidadãos a se juntarem à Milícia Bolivariana, um grupo armado formado por civis, com o intuito de fortalecer a defesa nacional frente a uma possível invasão americana.
Durante um evento festivo em Caracas, voltado para a juventude do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Maduro declarou: “Os membros da comunidade, milicianos, reservistas e jovens que se alistaram com bravura serão destacados nas 312 unidades militares da Venezuela para receberem treinamento tático essencial”.
Ele enfatizou que todas as armas disponíveis no país – incluindo fuzis, tanques e mísseis – estão sendo mobilizadas para garantir o direito à paz. “Aqueles que desejam paz devem estar prontos para defendê-la”, afirmou Maduro.
De acordo com análises de instituições especializadas em questões militares, como o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), a milícia venezuelana conta com aproximadamente 212 mil membros, além dos 123 mil soldados distribuídos entre os quatro ramos das Forças Armadas. No entanto, especialistas consultados pela AFP indicam que apenas cerca de 30 mil desses milicianos possuem um nível adequado de treinamento e armamento dentro dessa força altamente ideologizada, predominantemente composta por aposentados e funcionários públicos.
Na madrugada da quinta-feira anterior (11), a Venezuela já havia anunciado o início de uma operação militar denominada “de resistência”, em reação às movimentações americanas na região caribenha. Essa operação inclui a mobilização em instalações petrolíferas, serviços públicos, aeroportos e pontos estratégicos na fronteira.
Maduro concluiu suas declarações ressaltando que “estes mares, esta terra e as riquezas dessas terras pertencem ao povo venezuelano e jamais pertencerão ao império norte-americano”, reafirmando sua postura desafiadora diante das tensões atuais.