Lula atua para definir palanques e fortalecer reeleição em 2026

Presidente Lula se envolve pessoalmente em articulações nos principais colégios eleitorais do país

Crédito: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou, nos últimos meses, sua atuação direta na construção de palanques estaduais com foco nas eleições de 2026. A estratégia busca garantir sustentação política à tentativa de reeleição e evitar perdas de votos em estados considerados decisivos, especialmente nos maiores colégios eleitorais do país.

Segundo aliados, o objetivo central é ao menos repetir o desempenho obtido em 2022, com atenção redobrada às regiões Sudeste e Sul. O Nordeste, onde Lula historicamente registra votações expressivas, também segue sob monitoramento constante do Palácio do Planalto.

São Paulo é prioridade nas articulações do Planalto

São Paulo ocupa posição central na estratégia eleitoral do presidente. Lula avalia que o desempenho no estado foi determinante para sua vitória nacional em 2022, mesmo sem vencer localmente. Em 2018, o PT obteve 7,2 milhões de votos no segundo turno no estado; já em 2022, Lula ampliou esse número para 11,5 milhões.

Nesse contexto, o presidente tem insistido para que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), seja candidato ao governo paulista. Haddad, no entanto, demonstra resistência a uma nova disputa eleitoral. Lula também não descarta tentar convencer o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) a concorrer ao Senado, como parte da formação de uma chapa considerada robusta.

Minas Gerais e Rio de Janeiro entram no radar eleitoral

Outro estado visto como fundamental é Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país. Lula tenta, mais uma vez, convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSD) a disputar o governo mineiro. A articulação envolve lideranças nacionais e a promessa de uma aliança ampla no estado.

No Rio de Janeiro, a aliança com o prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), já está definida. A deputada Benedita da Silva (PT) é apontada como o nome petista para a disputa ao Senado, reforçando a presença do partido em um estado estratégico.

Nordeste preocupa após avanço de adversários nas pesquisas

Apesar de ser um reduto histórico do PT, o Nordeste acendeu um sinal de alerta no Planalto. Pesquisas recentes indicam risco de derrota dos governadores Jerônimo Rodrigues, na Bahia, e Elmano de Freitas, no Ceará. Lula não aceita a possibilidade de perder esses governos e acionou ministros influentes na região para reforçar as campanhas.

No Ceará, o ex-ministro Ciro Gomes aparece bem posicionado nas pesquisas, enquanto, na Bahia, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto surge como principal adversário do atual governador. Mesmo diante das dificuldades, Lula sinaliza que decisões locais serão tomadas em diálogo com lideranças históricas do partido.

Estratégia busca evitar perdas e manter vantagem nacional

A movimentação do presidente demonstra uma estratégia antecipada para reduzir riscos eleitorais e garantir palanques competitivos em estados-chave. Ao centralizar as articulações, Lula aposta na força das alianças e no peso político de nomes nacionais para sustentar sua candidatura em 2026 e preservar a vantagem eleitoral construída nos últimos pleitos.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 25/01/2026
  • Fonte: Fever