Lula lidera contra todos os adversários no 2°turno em 2026, diz Quaest

Levantamento Genial/Quaest mostra vantagem do petista sobre oposição em todos os cenários de 2026.

Crédito: Ricardo Stuckert / PR

Uma nova pesquisa divulgada nesta terça-feira (16) pelo instituto Quaest aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança na corrida eleitoral para 2026. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, revela que Lula superaria seus principais adversários em todas as simulações de segundo turno.

No cenário de maior destaque, o atual mandatário alcança 46% das intenções de voto contra 36% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Os dados foram coletados entre os dias 11 e 14 de dezembro, ouvindo 2.004 eleitores, com uma margem de erro de dois pontos percentuais.

Vantagem sobre governadores

A pesquisa detalha a performance de Lula em confrontos diretos contra governadores de oposição. Os números indicam uma vantagem consistente do petista:

  • Contra Tarcísio de Freitas (Republicanos): 45% a 35%;
  • Contra Ratinho Júnior (PSD): 45% a 35%;
  • Contra Romeu Zema (Novo): 45% a 33%;
  • Contra Ronaldo Caiado (União): 44% a 33%.

Esta é a primeira sondagem realizada após a indicação oficial de Flávio como pré-candidato do PL, feita por Jair Bolsonaro. Em comparação aos dados de agosto, Lula registrou uma oscilação negativa de dois pontos, enquanto Flávio cresceu quatro pontos percentuais.

Aprovação e economia em alta

Além das intenções de voto, o estudo avaliou a gestão federal. Atualmente, o governo registra um empate técnico: 48% de aprovação contra 49% de desaprovação. O cenário mostra uma recuperação em relação aos picos de rejeição observados no início do ano.

A percepção econômica também apresentou sinais positivos. O número de eleitores que consideram que a economia piorou caiu de 43% para 38%. Simultaneamente, o otimismo com o mercado de trabalho cresceu, com 44% dos entrevistados afirmando que está mais fácil conseguir emprego.

O apoio a uma nova candidatura de Lula também subiu, passando de 38% para 43%, embora 55% ainda acreditem que ele não deva concorrer. Analistas apontam que esses indicadores sugerem um fortalecimento do capital político do presidente conforme o ciclo eleitoral se aproxima.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 16/12/2025
  • Fonte: Fever