Lula lamenta a morte do cineasta Cacá Diegues
Ícone do Cinema Novo deixou um legado cultural imensurável ao Brasil
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 14/02/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou sua profunda tristeza com a morte do renomado cineasta Cacá Diegues, que faleceu aos 84 anos no Rio de Janeiro.

Em uma nota oficial, Lula destacou a contribuição significativa de Diegues para a cultura brasileira, afirmando que ele “levou o Brasil e sua cultura para as telas do cinema, conquistando a atenção internacional”. O presidente também ressaltou que obras como “Ganga Zumba”, “Xica da Silva”, “Bye, bye Brasil” e o mais recente “Deus é Brasileiro” são reflexos da rica história e criatividade do povo brasileiro, além de simbolizarem a resiliência do cinema nacional diante das adversidades.
Cacá Diegues faleceu em decorrência de complicações cardiocirculatórias, conforme informações da Clínica São Vicente, onde ele se preparava para uma cirurgia. Seu velório está agendado para a manhã deste sábado (15), na Academia Brasileira de Letras (ABL), instituição à qual o cineasta pertencia como membro imortal. Após a cerimônia, seu corpo será cremado no Caju.
O legado cinematográfico de Cacá Diegues é imenso. Ele foi um dos pilares do movimento Cinema Novo, junto a ícones como Glauber Rocha e Leon Hirszman. Ao longo de sua carreira, Diegues dirigiu mais de 20 longas-metragens, sendo alguns deles extremamente premiados e reconhecidos pela crítica. Títulos como “Xica da Silva” (1976), “Bye bye Brasil” (1980), “Veja esta canção” (1994), “Tieta do Agreste” (1995) e “Deus é brasileiro” (2003) fazem parte de sua filmografia marcante.
Além dessas obras célebres, sua carreira inclui filmes significativos como “Ganga Zumba” (1964), “Os herdeiros” (1969), “Joanna Francesa” (1973), “Chuvas de verão” (1978), “Quilombo” (1984), “Um trem para as estrelas” (1987), “Orfeu” (1999), “O maior amor do mundo” (2005) e “O grande circo místico” (2018), inspirado na obra do poeta Jorge de Lima.