Lula expressa preocupação com protecionismo global e defende integração latino-americana

Lula enfatizou a necessidade de cautela, alertando que conflitos bélicos muitas vezes surgem de desavenças comerciais.

Crédito: Agência Brasil

Em um pronunciamento recente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua profunda preocupação em relação à guerra comercial entre os Estados Unidos e outras nações, liderada pelo presidente Donald Trump. Durante o encerramento do Fórum Empresarial Chile-Brasil, realizado na Confederação Nacional da Indústria (CNI), Lula enfatizou a necessidade de cautela, alertando que conflitos bélicos muitas vezes surgem de desavenças comerciais.

“Estou severamente preocupado com o que está acontecendo no mundo hoje. É preciso que tomemos muito cuidado, pois algumas guerras começaram exatamente por causa de divergências comerciais”, afirmou Lula. Ele fez questão de ressaltar a estranheza diante da mudança de postura dos Estados Unidos, um país historicamente associado à promoção da democracia e do livre comércio, que agora adota uma abordagem de protecionismo e taxação comercial sem precedentes.

Lula expressou sua inquietação sobre o futuro do multilateralismo e como isso poderia ser prejudicial para as economias globais. “A expectativa é de que o multilateralismo pode estar sendo descartado em favor de políticas protecionistas que nunca trouxeram benefícios duradouros”, acrescentou.

O presidente brasileiro destacou ainda que tanto o Brasil quanto o Chile não têm interesse em se envolver em uma nova guerra fria. “Tenho certeza de que o Chile não prefere nenhum país; seu objetivo é manter relações comerciais com todos, desde que seus interesses soberanos sejam respeitados”, declarou Lula, reiterando que a prioridade deve ser sempre o bem-estar da população brasileira.

Lula também mencionou a importância de explorar novas possibilidades comerciais além dos Estados Unidos, citando a nova presidente do México, Claudia Sheinbaum, como alguém que poderá buscar alternativas para fortalecer sua economia.

Defendendo uma flexibilidade nas relações comerciais, Lula sublinhou que não tem preferência sobre qual setor impulsionará o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, seja ele serviços, comércio, agricultura ou indústria. O presidente argumentou que a política externa não deve ser ditada pela liderança de um único país e que é fundamental utilizar as complementaridades entre nações para revitalizar a economia nacional.

Por fim, Lula lamentou a ausência de um bloco regional coeso na América do Sul similar à União Europeia e reiterou seu compromisso com a integração latino-americana. Ele enfatizou a necessidade de movimentar a economia regional e afirmou que o Brasil tem a responsabilidade de promover ações que viabilizem esse processo.

  • Publicado: 20/02/2026
  • Alterado: 20/02/2026
  • Autor: 22/04/2025
  • Fonte: Patati Patatá Circo Show