Lula exalta 8 de janeiro como triunfo histórico da democracia

Solenidade no Planalto reafirma a solidez das instituições e a resposta do Estado três anos após os ataques.

Crédito: Ricardo Stuckert / PR

Lula liderou nesta quinta-feira a cerimônia que marcou os três anos da resposta institucional aos atos de 8 de janeiro. O presidente enfatizou que a data deve ser interpretada não apenas como uma recordação da violência, mas como o símbolo máximo da resistência do Estado Democrático de Direito contra o extremismo.

Durante o evento no Palácio do Planalto, o chefe do Executivo categorizou o episódio como uma vitória da civilidade sobre a tentativa de tomada de poder pela força. Ele destacou que a vontade popular, manifestada nas urnas, prevaleceu sobre o autoritarismo.

“O 8 de janeiro está marcado na História como o dia da vitória da democracia. Vitória sobre os que tentaram tomar o poder pela força, desprezando a vontade popular expressa nas urnas.”

A preservação da memória foi um ponto central no discurso. Para Lula, o esquecimento é um convite perigoso à repetição de erros históricos. Ele recorreu ao pensamento do filósofo George Santayana para alertar que ignorar o passado é a sentença para revivê-lo no futuro.

A visão de Lula sobre justiça social

A estabilidade política está diretamente conectada à redução das desigualdades na visão do mandatário. Segundo o presidente, não existe democracia plena sem garantias fundamentais de saúde, educação e dignidade para a população.

O verdadeiro regime democrático, na ótica de Lula, exige a construção de um país que abandone a lógica dos privilégios em favor de direitos universais. Ele reforçou que a derrota dos “traidores da pátria” evitou o caos econômico e o desemprego em massa, consolidando a vitória do povo brasileiro.

Lula veta projeto de anistia a golpistas

Um momento decisivo da solenidade foi o anúncio de medidas legais firmes. O presidente aproveitou a ocasião para vetar integralmente o Projeto de Lei nº 2.162/2023. Conhecido como “PL da Dosimetria”, o texto propunha reduzir as penas de condenados pelos atos de 2023 e pela tentativa de golpe.

A cerimônia reuniu a cúpula dos Três Poderes, governadores e sociedade civil, demonstrando alinhamento institucional. Geraldo Alckmin, vice-presidente, reforçou que a resposta uníssona do Executivo, Legislativo e Judiciário foi crucial para a manutenção da ordem.

Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça, complementou o debate alertando para as novas formas de corrosão democrática. Para ele, a vigilância deve ser constante, pois o ataque às instituições muitas vezes começa com a deslegitimação de opositores através de discursos polarizados.

O evento encerrou com um ato simbólico na rampa do Planalto. A mensagem final deixada por Lula é clara: a união institucional permanece como a única barreira capaz de conter novas ameaças e garantir que a liberdade prevaleça.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 08/01/2026
  • Fonte: FERVER