Lula é aclamado por sindicalistas na chegada de ato em defesa da Petrobras
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a estrela da manifestação organizada pela CUT e pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) em defesa da Petrobras
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 16/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O evento estava marcado para acontecer na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio de Janeiro, a partir das 18 horas, mas só foi iniciado de fato às 19h30, com a chegada de Lula.
O ex-presidente chegou ao prédio escoltado por policiais e não falou com a imprensa. Este é o primeiro ato em que Lula participa em defesa do governo desde que deu sinais de reaproximação com presidente da República, Dilma Rousseff.
Os dois se encontraram no último dia 12, em São Paulo, depois de sucessivas derrotas do governo no Congresso e da crise da Petrobras ganhar ainda mais força. Eles estavam há mais de dois meses sem conversar pessoalmente.
Na chegada de Lula ao auditório lotado da ABI, onde ocorreu o ato, o ex-presidente foi aclamado. Os presentes gritaram “Lula, guerreiro do povo brasileiro” e “Lula sai do chão, o petróleo é do povão”.
Além de Lula, representantes sindicalistas, artistas e políticos do PT compareceram ao ato. O líder do Movimento dos Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, e o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, também subiram ao palco.
O ato começou com o Hino Nacional e um minuto de silêncio em memória a vítimas de acidentes de trabalho.
Embora organizada por apoiadores do PT e do governo, a manifestação também atraiu dezenas de militantes contrários ao partido. Por isso, meia hora antes do horário previsto para o início do ato, já havia um clima de confronto entre os dois grupos.
Segundo a Polícia Militar, cerca de 500 manifestantes se concentravam no início da noite na Avenida Araújo de Porto Alegre, no centro, que teve o trânsito fechado.
Enquanto uns xingavam Dilma e clamavam pelo impeachment dela, os defensores do governo diziam que a oposição era “a escória do País”. Houve discussões acaloradas e até ovos foram lançados. Em outro momento, um grupo de manifestantes gritava “Olê, olê, olá, Lula, Lula”, outros ativistas faziam coro: “Lula ladrão, Lula ladrão.
Último e o mais esperado a discursar, o ex-presidente disse que a oposição tenta criminalizar políticos e trabalhadores antes de as investigações da Operação Lava Jato serem concluídas. “Não se pode criminalizar a Petrobras por causa de meia dúzia de pessoas”, afirmou.
Para o petista, a presidente “não pode dar trela” e deve “levantar a cabeça”ante as investigações do esquema de corrupção na Petrobras. “A nossa companheira Dilma Rousseff tem que deixar o negócio da Petrobras para a Petrobras, a corrupção para o ministro da Justiça ou para a Polícia Federal. A Dilma tem que levantar a cabeça e dizer eu ganhei as eleições”, afirmou Lula.
“Dilma não pode e não deve ficar dando trela, se não a gente fica paralisado”, acrescentou.
Apesar de o ato ser a favor da estatal, o tom predominante foi a defesa do governo petista. “Hoje, defender direitos dos trabalhadores é impedir que haja retrocesso com a volta dos tucanos”, disse o presidente da CUT, Vagner Freitas, que também pediu a extensão das investigações ao período do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
O líder do Movimento dos Sem Terra (MST), José Pedro Stédile, convocou Lula a engrossar as manifestações. “Ganhamos as eleições nas urnas, nos derrotaram no Congresso e na mídia. Só temos uma forma de derrotá-los agora: é nas ruas.” A CUT ainda aproveitou para convocar os militantes para uma série de manifestações que ocorrerão no próximo dia 13 de março em várias cidades do País. Os atos serão em defesa do combate à corrupção e da Petrobrás. Grupos de oposição ao governo marcaram para dois dias depois manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.