Lula discute cessar-fogo na Ucrânia com Putin

Mais cedo, embaixador da Ucrânia pediu que Lula convencesse Putin a se encontrar com Zelensky na Turquia

Crédito: Ricardo Stuckert/Presidência da República

Após o pedido da Ucrânia para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva interceda junto ao líder russo, Vladimir Putin, a fim de facilitar um encontro com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Turquia, a diplomacia brasileira se manifestou sobre a questão. Fontes oficiais informaram que Lula abordou a possibilidade de um cessar-fogo durante sua recente visita à Rússia.

As discussões sobre o término do conflito ou, pelo menos, uma trégua foram pauta entre Lula e Putin na semana passada. O encontro ocorreu durante as celebrações do 80º aniversário do Dia da Vitória, evento significativo na Rússia.

“O presidente Lula e seu governo estão profundamente comprometidos com soluções diplomáticas que visem ao encerramento das hostilidades. O tema do cessar-fogo e das negociações de paz foi debatido tanto na reunião bilateral em Moscou quanto nas conversas entre os ministros das Relações Exteriores do Brasil e da Ucrânia”, declarou um alto funcionário da diplomacia brasileira em Kiev.

Como está sendo a articulação de Lula?

No entanto, a chancelaria brasileira não confirmou se haverá nova conversa entre Lula e Putin para pressionar o líder russo a comparecer ao encontro direto entre Rússia e Ucrânia programado para a Turquia. Fontes com conhecimento sobre o assunto caracterizaram o evento agendado para quinta-feira (15/5) como um “importante começo” nas negociações.

Ainda que a proposta de um diálogo direto tenha sido inicialmente apresentada por Putin, o Kremlin mantém incertezas quanto à presença do presidente russo no encontro em Istambul. Em declarações à mídia estatal russa, o porta-voz do governo, Dmitry Peskov, confirmou apenas que uma delegação russa estará presente na data estipulada.

Na véspera deste desenrolar diplomático, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, apelou ao governo brasileiro para que utilize sua “influência significativa” nas negociações com a Rússia, enfatizando a importância de uma reunião entre Putin e Zelensky.

Esse pedido se dá em meio a críticas da Ucrânia sobre a postura da política externa brasileira em relação ao conflito no Leste Europeu. O descontentamento gerou até ameaças de rebaixamento nas relações bilaterais, impulsionadas por gestos que foram interpretados como concessões ao Kremlin por parte do Brasil. A participação de Lula nas festividades russas que marcaram a vitória sobre a Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial foi um dos eventos mais controversos nesse contexto.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 13/05/2025
  • Fonte: Fever