Lula destaca ‘importância global’ do Brasil para combater ataques à democracia
Presidente eleito disse que seu governo "jamais" renunciará à liberdade de expressão
- Publicado: 26/01/2026
- Alterado: 12/12/2022
- Autor: Redação
- Fonte: Maria Clara e JP
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou nesta segunda-feira, 12, as ameaças à democracia ao redor do mundo e que será papel do Brasil fortalecê-la no cenário global. Para o petista, os ataques aos regimes democráticos são um “imenso desafio” e não irão arrefecer.
As declarações de Lula foram feitas durante discurso de diplomação como presidente eleito, em cerimônia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Na América Latina, na Europa e nos Estados Unidos, os inimigos da democracia se organizam e se movimentam. Usam e abusam dos mecanismos de manipulações e mentiras, disponibilizados por plataformas digitais que atuam de maneira gananciosa e absolutamente irresponsável”, criticou Lula.
O presidente eleito disse que seu governo “jamais” renunciará à liberdade de expressão, mas defenderá “até o fim o livre acesso à informação de qualidade, sem mentiras e manipulações que levam ao ódio e à violência política”.
Lula disse também que a importância do Brasil no cenário global é “inegável” e lembrou que as eleições no País chamaram atenção internacionalmente devido aos ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) às instituições democráticas e às urnas eletrônicas.
“Nossa missão é fortalecer a democracia – entre nós, no Brasil, e em nossas relações multilaterais. A importância do Brasil neste cenário global é inegável, e foi por esta razão que os olhos do mundo se voltaram para o nosso processo eleitoral”, lembrou.
Para Lula, é preciso fortalecer as instituições. “Precisamos de instituições fortes e representativas. Precisamos de harmonia entre os Poderes, com um eficiente sistema de pesos e contrapesos que iniba aventuras autoritárias.”
A fala de Lula foi corroborada pelo presidente do TSE, Alexandre de Moraes, que discursou depois. Ele afirmou que os ataques às urnas visam atacar a democracia e instaurar regime de exceção, mas destacou que a Justiça Eleitoral teve “eficácia” ao combater os ataques e manter a estabilidade democrática no Brasil.