Lula critica tarifa de 50% dos EUA e apresenta ações do Governo

O presidente fez seu terceiro pronunciamento do ano, o primeiro transmitido num contexto de ganho de popularidade do governo

Crédito: Ricardo Stuckert/PR

Na noite da última quinta-feira, 17 de julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma aparição na televisão para discutir as estratégias do governo brasileiro em resposta à nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais, que entrará em vigor no dia 1º de agosto. Durante um pronunciamento que durou mais de quatro minutos, Lula classificou a carta enviada pelo presidente americano Donald Trump ao Brasil como “uma chantagem inaceitável”, enfatizando que “não existem vencedores em guerras tarifárias”.

O presidente expressou descontentamento ao afirmar: “Esperávamos uma resposta adequada, mas o que recebemos foi uma chantagem inaceitável, repleta de ameaças às instituições brasileiras e informações distorcidas sobre o comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos”.

Em uma estratégia de comunicação mais ampla, Lula também concedeu uma entrevista à CNN americana, onde alertou que a nova tarifa prejudicará diretamente os consumidores norte-americanos. Além disso, ele destacou que a pressão tarifária não terá o efeito desejado de isentar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliado de Trump, das investigações em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas a um suposto golpe de Estado.

Esse foi o terceiro pronunciamento público do presidente neste ano. O primeiro ocorreu em fevereiro, quando Lula utilizou a televisão para tentar restaurar sua popularidade após a crise do sistema Pix, enfrentando críticas da oposição. Naquela ocasião, ele reiterou seu compromisso com programas sociais existentes, embora sem apresentar novas propostas.

O segundo pronunciamento aconteceu no final de abril, em alusão ao Dia do Trabalhador. Neste discurso, o presidente buscou ser propositivo ao discutir a proposta de mudança na escala de trabalho 6×1, mas teve que defender seu governo diante de críticas relacionadas a irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Recentemente, segundo informações do Metrópoles, o governo se sente fortalecido após a ofensiva da administração Trump e está otimista com essa situação. A imposição da tarifa norte-americana acabou por aproximar Lula do setor empresarial e grupos econômicos tradicionalmente alinhados à direita. Anteriormente, a administração já havia se beneficiado da insatisfação pública com o Congresso, que enfrentou dificuldades devido à resistência em taxar os super-ricos e ao aumento nas tarifas de energia elétrica.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 17/07/2025
  • Fonte: Teatro Liberdade