Lula critica Tarcísio: ‘sem Bolsonaro, ele não é nada’
O presidente afirmou que a importância de Tarcísio vem do apoio de Bolsonaro e que ele seguirá suas diretrizes
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 29/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O presidente Lula teceu críticas contundentes ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmando que sua ascensão política está intrinsecamente ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante uma entrevista à rádio Itatiaia, realizada nesta sexta-feira (29), Lula afirmou que Tarcísio não teria relevância sem o apoio de Bolsonaro, destacando que o governador paulista seguirá as diretrizes do ex-presidente.
A pressão por uma candidatura unificada em torno de Tarcísio à presidência tem crescido nas últimas semanas, especialmente entre membros do centrão e representantes do mercado financeiro. Lula enfatizou a influência de Bolsonaro na extrema direita, mencionando: “Nós temos que reconhecer que o Bolsonaro tem uma força no setor de extrema direita muito forte. O Tarcísio vai fazer o que o Bolsonaro quiser. Até porque, sem o Bolsonaro, ele não é nada. Ele sabe disso”.
Além disso, o presidente expressou ter uma boa relação com Gilberto Kassab, atual presidente do PSD e secretário de Tarcísio. Sobre as pesquisas eleitorais, Lula destacou a prematuridade de tirar conclusões sobre o cenário político atual: “É muito precipitado a gente querer definir o jogo fora do estádio. Vamos entrar em campo e começar a definir o jogo”.
Lula também reafirmou sua disposição para buscar a reeleição, condicionando essa decisão à sua saúde. O presidente, por outro lado, não poupou críticas ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), chamando-o de “figura caricata” e “falso humilde“. Ele alertou que se Zema mantiver a mesma postura apresentada no programa Roda Viva, sua candidatura pode enfrentar sérios desafios.
O presidente Lula realiza nesta sexta-feira duas agendas em Minas Gerais, ausente da presença de Zema ou de membros do governo estadual. Em declaração recente, Zema afirmou que estaria disposto a receber Lula na Cidade Administrativa, mas optou por não participar dos eventos do presidente para evitar hostilidades.
Lula manifestou apoio à candidatura do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), para o governo de Minas Gerais. Contudo, Pacheco ainda não decidiu se concorrerá nas próximas eleições. O nome dele também está sendo considerado para uma possível vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) em caso de aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso.
O presidente expressou seu desejo de que Pacheco assuma essa responsabilidade: “Eu gostaria que ele assumisse a responsabilidade, porque ele será governador de Minas Gerais. Eu não tenho dúvida que os adversários dele irão se desmanchar em pó na disputa para a eleição de 2026“.
Por fim, Lula criticou duramente o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), defendendo sua cassação e apontando-o como um dos maiores traidores da história do Brasil: “Eu já falei com o presidente Hugo Motta e com vários deputados sobre a necessidade extrema de cassar o Eduardo Bolsonaro porque ele vai passar para a história como o maior traidor da história desse país”.