Lula critica ricos e afirma que Trump "não tem palpite" no país

Em Sorocaba, presidente rebate críticas de ricos e defende políticas para os mais pobres

Crédito: Ricardo Stuckert / PR

Nesta quinta-feira (21), o presidente Lula (PT) reafirmou, durante um evento em Sorocaba, que as diretrizes de seu governo não estão sujeitas a interferências externas, especialmente em relação à política dos Estados Unidos. Em suas declarações, Lula destacou a importância de priorizar o bem-estar da população brasileira, enfatizando que “não se trata apenas de governar, mas de cuidar”.

O presidente fez referência ao mandatário americano, Donald Trump, ao discutir iniciativas relacionadas à saúde pública. Durante seu discurso, Lula criticou a elite financeira e os bancos que se opõem ao investimento em políticas voltadas para os mais necessitados, afirmando que esse tipo de crítica reflete um desinteresse pelas condições sociais do povo brasileiro.

“É por isso que o presidente americano não tem palpite aqui”, afirmou Lula, reforçando sua posição sobre a soberania nacional e a necessidade de investir em políticas que promovam dignidade e qualidade de vida. O evento marcou a entrega de 400 unidades móveis de atendimento odontológico a diversas prefeituras participantes do programa Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Saúde.

Ao discorrer sobre o tema da saúde bucal, Lula relacionou a dignidade à promoção do bem-estar social e salientou que a verdadeira defesa da soberania vai além da proteção das fronteiras. “Cuidar do povo é fundamental”, disse ele, ao criticar as privatizações realizadas nos últimos anos e os interesses financeiros que as motivaram.

O presidente também comentou sobre as desigualdades no setor energético brasileiro, ressaltando que os mais pobres dependem de energia regulada pelo governo, enquanto os mais ricos usufruem do mercado livre com tarifas inferiores. “Quem ganhou com a privatização da Eletrobras? Quem se beneficiou com a BR Distribuidora? Nada sobrou para nós”, questionou.

Lula ainda abordou as críticas que sua administração enfrenta por destinar recursos significativos para inclusão social, mencionando um investimento de R$ 400 bilhões. Ele argumentou que essa abordagem é vista como negativa por alguns setores financeiros que prefeririam ver esse capital aplicado na especulação. “Os banqueiros pensam: por que gastar dinheiro com pobres?”, comentou Lula.

Além disso, durante o evento, o presidente evitou comentar o recente indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pela Polícia Federal. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), ao ser questionado sobre o assunto, respondeu: “O SUS sempre estará atendendo o presidente Bolsonaro, onde quer que ele esteja”.

Padilha ainda destacou que há mais de uma década não eram adquiridas unidades móveis para atendimento odontológico. Além das 400 entregues na ocasião, o governo se comprometeu a fornecer mais 400 até o final do ano.

Ricardo Stuckert / PR
  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 21/08/2025
  • Fonte: Fever