Lula convoca reunião de emergência sobre a Venezuela
Mesmo em descanso no Rio de Janeiro, o presidente Lula participou por vídeo de cúpula que analisa a prisão de Maduro.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 03/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O presidente Lula monitora de perto a crise diplomática na América do Sul após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro. Na manhã deste sábado (3), o governo brasileiro convocou uma junta emergencial no Palácio do Itamaraty, em Brasília, para avaliar os riscos de segurança e as consequências políticas da ofensiva aérea em território vizinho.
Apesar de estar oficialmente de férias no Rio de Janeiro, Lula acompanhou toda a videoconferência com seus principais ministros. A expectativa é que o mandatário antecipe seu retorno à capital federal para liderar pessoalmente a resposta brasileira ao conflito.
Cúpula de emergência em Brasília
A reunião coordenada por Lula e seus assessores reuniu o alto escalão da segurança e da diplomacia brasileira. O objetivo é traçar um diagnóstico sobre os bombardeios realizados em Caracas e nas regiões de Aragua, Miranda e La Guaira.
- Presenças: José Múcio (Defesa), Maria Laura da Rocha (MRE substituta) e Miriam Belchior (Casa Civil).
- Retorno de Mauro Vieira: O chanceler titular também interrompeu seu descanso e deve chegar a Brasília ainda na noite de hoje.
- Foco: A análise dos impactos imediatos na fronteira e a posição oficial do Brasil perante as Nações Unidas.
O contexto da Operação e o posicionamento de Lula
A ação, confirmada por Donald Trump, marca um ponto de virada na geopolítica regional. Enquanto o governo americano celebra a captura, a gestão de Lula foca na estabilidade do continente. Até o momento, o Palácio do Planalto não emitiu uma nota oficial de condenação ou apoio, aguardando relatórios de inteligência sobre o paradeiro de Maduro e a situação real em solo venezuelano.
A preocupação central de Lula envolve a segurança dos brasileiros na Venezuela e o fluxo migratório em Roraima, que pode ser intensificado pelo estado de emergência declarado no país vizinho.