Lula defende diálogo com o Congresso em meio à tensão provocada por aumento do IOF

Presidente afirma que decisões precisam ser construídas em conjunto com o Legislativo para evitar desgastes

Crédito: Marcelo Camargo - Agência Brasil

Em meio à repercussão negativa do recente aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu neste domingo (1º) a necessidade de maior articulação com o Congresso Nacional para facilitar a aprovação de pautas de interesse do governo.

A declaração foi feita durante um evento nacional do PSB, realizado em Brasília, com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Críticas à forma de condução de medidas

Durante o discurso, Lula destacou que o Executivo precisa repensar sua forma de atuação quando o objetivo for construir consensos partidários. Para ele, decisões importantes não devem ser tomadas de forma unilateral.

“O certo é chamar as lideranças políticas para construir a decisão em conjunto. Isso ajuda a evitar ruídos quando a proposta chega ao Congresso”, afirmou o presidente, mencionando sua relação com Motta e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), como exemplo de articulação institucional.

Pressão por revisão do IOF sobre risco sacado

A medida que elevou o IOF sobre operações conhecidas como “risco sacado” gerou reação imediata no Legislativo. Essas operações são utilizadas por empresas para antecipar valores a receber, com os bancos assumindo o pagamento ao fornecedor enquanto a empresa compradora fica responsável por quitar a dívida no prazo acordado.

Parlamentares, liderados por Hugo Motta, pretendem solicitar a suspensão da nova cobrança até que o governo proponha uma alternativa ao decreto.

O Legislativo sinalizou que dará um prazo de dez dias para essa negociação, evitando, por ora, colocar em votação um projeto que visa revogar o aumento do imposto.

Governo busca convencimento, não imposição

Lula reforçou que cabe ao governo justificar a relevância de suas propostas e que não há obrigação por parte do Congresso em aprovar medidas com as quais não concorde.

“Nosso papel é dialogar e convencer. A base parlamentar deve entender por que determinadas iniciativas são importantes para o país”, declarou o presidente.

O episódio evidencia os desafios de articulação do Planalto com o Parlamento e aponta para uma necessidade crescente de diálogo institucional para evitar desgastes e preservar a governabilidade.

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  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 01/06/2025
  • Fonte: Sorria!,