Lula anuncia ampliação de metas do Programa Minha Casa, Minha Vida em entrevista
Nova meta é 25% superior à original, de 2 milhões. Para o presidente, investimentos em habitação integram conjunto de ações que garantem sequência ao crescimento econômico
- Publicado: 26/01/2026
- Alterado: 14/02/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Maria Clara e JP
No dia seguinte à entrega de 1.008 novas unidades habitacionais no Residencial Viver Outeiro, em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, durante uma entrevista à Rádio Clube do Pará, a intenção de aumentar em 25% as metas do programa Minha Casa, Minha Vida em sua gestão.
O presidente esclareceu que a meta inicial era de 2 milhões de contratações, mas que agora busca alcançar 2,5 milhões até 31 de dezembro de 2026. Lula recordou que, durante seus dois primeiros mandatos e o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, foram entregues quase 7 milhões de moradias. Ele enfatizou a importância de construir casas com áreas de 50 metros quadrados e garantir também moradia para a classe média, como parte de uma estratégia mais ampla para mitigar o déficit habitacional. Além disso, mencionou a recuperação de 87 mil casas que estavam abandonadas.
O presidente ressaltou que a habitação é um dos anseios mais significativos da população trabalhadora, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. “As pessoas desejam um lar permanente, querem estabelecer laços com seus vizinhos e construir amizades. A mudança constante de escola e amigos é algo que as crianças não desejam. Educação e moradia são prioridades que sempre valorizo”, afirmou Lula.
Durante a entrega das unidades habitacionais no Residencial Viver Outeiro, Lula expressou sua emoção ao testemunhar a felicidade dos beneficiários. “É como se um passarinho estivesse terminando seu ninho. Ali, cada pessoa tem a oportunidade de construir sua família e viver com segurança. Somente quem observa a alegria de alguém ao abrir a porta de sua nova casa consegue entender o significado disso”, comentou.
Na mesma entrevista, o presidente abordou questões relacionadas ao desenvolvimento econômico e social do Brasil, demonstrando otimismo em relação ao crescimento projetado para 2025. Lula observou que muitos analisam a macroeconomia, mas ele prefere focar na microeconomia. “O que realmente importa é o dinheiro circulando nas mãos dos trabalhadores e pequenos proprietários rurais. Esse movimento está crescendo e contribuindo para surpreender os especialistas com a resiliência da economia brasileira”, disse.
Lula explicou ainda que quando o dinheiro está nas mãos das pessoas, elas tendem a gastá-lo em itens essenciais em vez de investir em moeda estrangeira ou títulos financeiros. “Quando alguém recebe uma quantia modesta – seja 200, 300 ou 500 reais – essa pessoa compra comida, roupas e materiais escolares para seus filhos. Este dinheiro retorna imediatamente ao mercado“, elucidou o presidente.
Em relação à indústria nacional e ao Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Lula mencionou esforços voltados para revitalizar esse setor no país. Ele apresentou o programa Nova Indústria Brasil, que contempla investimentos superiores a um trilhão de reais nos próximos anos em seis áreas estratégicas. O presidente também destacou o PAC como uma iniciativa robusta que envolve um total estimado de um trilhão e oitocentos bilhões de reais provenientes da colaboração entre o governo federal, bancos públicos e privados e a iniciativa privada.