Lula tem 49% de desaprovação e 47% de aprovação, diz Quaest

Levantamento aponta estabilidade na polarização, com 47% de aprovação ao governo e pessimismo sobre a situação econômica atual.

Crédito: Ricardo Stuckert/PR

A gestão do presidente Lula registra um cenário de estabilidade marcado pela polarização, conforme aponta a nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14). O levantamento revela que 49% dos eleitores desaprovam o governo, enquanto 47% aprovam o trabalho realizado até o momento. A diferença estreita configura um empate técnico dentro da margem de erro.

Os números mostram uma leve oscilação quando comparados ao relatório de dezembro. Na ocasião, a administração de Lula era desaprovada pelos mesmos 49%, mas contava com 48% de aprovação. Essa variação de um ponto percentual na avaliação positiva indica que a opinião pública permanece dividida, sem grandes movimentos de ruptura ou adesão no curto prazo.

A margem de diferença entre as duas frentes, agora de apenas dois pontos percentuais, reforça o quadro de indefinição que persiste desde outubro do ano passado. O histórico mostra que a desaprovação de Lula atingiu seu pico em maio de 2025, com 57%, mas recuou no fim daquele ano.

Detalhamento dos índices de trabalho

Para compreender a avaliação do chefe do Executivo, é necessário observar os dados estratificados da pesquisa, realizada sob encomenda da Genial Investimentos:

  • Aprovação: 47% (queda de 1 ponto em relação a dezembro);
  • Desaprovação: 49% (índice estável);
  • Indecisos: 4% (aumento de 1 ponto).

Avaliação geral e rejeição à reeleição

Além da aprovação binária da maneira de governar, o estudo questionou a percepção qualitativa sobre o mandato. A avaliação positiva do governo Lula caiu de 34% para 32%, enquanto a avaliação negativa oscilou de 38% para 39%. Aqueles que consideram a gestão regular somam agora 27%, um crescimento de dois pontos percentuais.

Um dado alarmante para o Palácio do Planalto refere-se à continuidade política. Quando questionados se o atual mandatário deveria permanecer na presidência por mais quatro anos, a maioria do eleitorado se posicionou de forma contrária:

  • Não deve continuar: 56% (estável);
  • Deve continuar: 40% (queda de 1 ponto).

Lula e a percepção econômica entre otimismo e realidade

A economia continua sendo o calcanhar de aquiles para a popularidade de Lula. A percepção sobre os últimos 12 meses deteriorou-se significativamente. O número de brasileiros que acreditam que a economia piorou saltou de 38% para 43%. Apenas 24% enxergam melhora no cenário econômico recente.

No entanto, existe um paradoxo nas expectativas futuras. Apesar da avaliação negativa do presente, o eleitorado mantém o otimismo para o próximo ano. Segundo a Quaest, 48% acreditam que a situação econômica vai melhorar sob a condução de Lula, contra 28% que preveem uma piora.

Inflação dos alimentos e poder de compra

O impacto no bolso do consumidor explica parte da resistência aos índices de popularidade. A sensação de carestia é majoritária, especialmente no setor de alimentação. Para 58% dos entrevistados, os preços dos alimentos subiram nos últimos meses.

O poder de compra também sofreu impacto negativo na visão dos eleitores:

  • Diminuiu: 61% sentem que compram menos com o mesmo dinheiro;
  • Aumentou: Apenas 18% sentem ganho real;
  • Igual: 19% não notaram alteração.

O mercado de trabalho apresenta um cenário dividido, mas ainda desafiador. Embora 43% considerem que ficou mais fácil conseguir emprego, uma parcela maior, de 49%, afirma que a dificuldade aumentou em comparação ao ano anterior.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, fator que mantém a avaliação técnica da gestão de Lula em situação de empate.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 14/01/2026
  • Fonte: Fever