Luiz Marinho abre seminário internacional sobre governança regional

Durante encontro, na Universidade Federal do ABC, prefeito de São Bernardo apontou necessidade de maior integração entre as cidades da região

Crédito: Raquel Toth

O prefeito de São Bernardo e presidente do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, Luiz Marinho, abriu, nesta quarta-feira (8), o ‘Seminário Internacional Desenvolvimento e Governança Regional: Diagnósticos e Pesquisas a partir da Região Metropolitana de São Paulo’. O evento acontece no campus São Bernardo da Universidade Federal do ABC (UFABC) e é promovido em parceria com o Consórcio. Dirigida a gestores públicos, acadêmicos, especialistas, representantes dos movimentos sociais e da sociedade civil, a programação tem continuidade nesta quinta-feira (9) com debate sobre ‘Governança territorial’.

 O Seminário tem como objetivo discutir a elaboração do Plano Diretor Regional do ABC (PDR-ABC), que vai integrar políticas públicas e projetos dos municípios da região, como aqueles de mobilidade. O encontro também vai debater o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI) da Grande São Paulo, que estabelece diretrizes para orientar o desenvolvimento regional, sempre considerando melhorias na qualidade de vida.

 “Este evento é um marco para as políticas, gestão e planejamento das áreas metropolitanas a partir de projetos articulados entre as cidades”, disse o prefeito. Nesse sentido, Marinho recordou que o ABC foi pioneiro em ações de integração regional, como a criação do Consórcio, da Câmara Regional do ABC e a elaboração do Plano Plurianual Participativo (PPA) regional 2013. O chefe do Executivo, eleito em maio presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo, disse que agora é preciso avançar ainda mais.

Marinho defendeu a necessidade de uma governança inovadora por meio do debate permanente com a sociedade civil e de uma visão estratégica para e região metropolitana que considere as próximas décadas. “Precisamos construir uma expressiva capacidade para gerir nossa agenda regional com base na cooperação entre os atores sociais e organismos políticos. Temos, enfim, que construir estímulos que fortaleçam os elos de cooperação e confiança entre os governos que hoje representamos”, afirmou.

Em relação à elaboração do PDUI, Marinho classificou como urgente a definição de uma integração modal e tarifaria do transporte coletivo em escala metropolitana. Também citou a necessidade de avanço em temas críticos como macro e microdrenagem, preservação dos mananciais, segurança hídrica, enfrentamento à mudança climática, redução de riscos, política habitacional e segurança urbana. Além disso, ressaltou que é preciso estruturar um plano de desenvolvimento econômico que viabilize “a configuração de um ambiente metropolitano de inovação, envolvendo redes e aglomerações empresariais, assim como as principais universidades presentes na Região Metropolitana”.

Além de participar da abertura do evento, Marinho foi moderador da mesa que teve como tema ‘Governança Territorial, Democracia e Desenvolvimento’. Eduardo Marques, do Centro de Estudos Metropolitanos (CEM) e do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), discorreu sobre ‘Redes sociais, o Território e a (re)constituição da Metrópole’. Ele falou sobre a conjuntura atual e os legados do planejamento brasileiro.

“Na década de 1990, já vimos um cenário de desemprego elevado e crescimento da pobreza, principalmente em áreas dinâmicas como São Paulo. Localidade, entretanto, que experimentou recuperação forte. É provável que isso aconteça de novo. Quando o atual ciclo de crise for superado, a economia vai voltar a gerar emprego e renda, e o ABC está no centro desse processo”, afirmou Marques.

Expositor da mesma mesa, Joaquim Oliveira Martins, diretor de desenvolvimento regional da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), falou sobre ‘Governança Metropolitana e Desenvolvimento’. 

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 08/06/2016
  • Fonte: FERVER