Lucas Pinheiro conquista ouro na Copa do Mundo de Esqui Alpino

O esquiador Lucas Pinheiro vence a etapa da Copa do Mundo na Eslovênia e consolida o Brasil como nova potência global nos esportes de inverno.

Crédito: Rafael Bello/COB

Exatos dois anos após anunciar sua migração competitiva da Noruega para o Brasil, o esquiador Lucas Pinheiro Braathen alcançou o lugar mais alto do pódio neste sábado (07/03). O atleta conquistou a medalha de ouro na etapa de Kranjska Gora, na Eslovênia, marcando o segundo título brasileiro na história da Copa do Mundo de Esqui Alpino.

A vitória consolida a trajetória de superação do atleta, que havia anunciado uma aposentadoria precoce aos 23 anos, em 2023, após divergências com a federação norueguesa. Ao optar por representar o país natal de sua mãe, o esquiador transformou o cenário dos esportes de neve para o Brasil.

A jornada de superação e o foco no pódio

Após a descida vitoriosa na Eslovênia, Lucas Pinheiro destacou a carga emocional envolvida no ciclo que o trouxe até esta medalha. O atleta ressaltou que a transição de nacionalidade foi fundamental para recuperar o prazer pela competição.

“Só gratidão olhando para trás. Esses dois anos foram uma jornada incrível, com muita insegurança e momentos lindos. Hoje estamos vencendo uma prova da Copa do Mundo e sinto que nunca teria conseguido se não fosse por todos os altos e baixos”, afirmou o campeão.

O esquiador também enfatizou que sua abordagem técnica mudou desde os Jogos Olímpicos, priorizando o bem-estar mental. “A única coisa que tenho tentado fazer é aproveitar. Estou lutando por vários títulos, mas tento esquiar com leveza, com o coração”, completou Lucas Pinheiro.

O rompimento com a Noruega e a liberdade no Brasil

A mudança de bandeira de Lucas Pinheiro não foi apenas uma escolha afetiva, mas uma busca por autonomia profissional. Na Noruega, o atleta enfrentava rígidas restrições comerciais da federação local, chegando a ser multado por realizar campanhas publicitárias individuais.

Em entrevista anterior ao UOL, o atleta explicou os motivos do desgaste:

“O vazio no meu coração após o título se uniu à insatisfação com a federação norueguesa. Não me sentia livre e decidi largar o esporte em 2023. Quando surgiu a chance de defender as cores do Brasil, não pensei duas vezes. Agora, meu vovô Alberto e minha vovó Marcia podem celebrar o neto deles.”

Impacto da Transição de Nacionalidade

A parceria entre o atleta e a Confederação Brasileira de Desporto na Neve (CBDN) criou um modelo de gestão inédito para o esporte brasileiro:

Com este resultado, Lucas Pinheiro prova que a aposta do Brasil em um nome de elite mundial foi certeira, elevando o patamar técnico de um país tropical em competições de altíssimo rendimento na neve.

  • Publicado: 07/03/2026
  • Alterado: 07/03/2026
  • Autor: 07/03/2026
  • Fonte: ABCdoABC