Linha 17-Ouro: Estação Chucri Zaidan ligará Berrini a Congonhas
Com 92% das obras civis prontas, estação Chucri Zaidan será vital para conectar o centro corporativo da Berrini a Congonhas.
- Publicado: 01/01/2026
- Alterado: 04/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Motisuki PR
A Linha 17-Ouro marca um novo capítulo na infraestrutura de transportes de São Paulo com o avanço acelerado da futura estação Chucri Zaidan. Situada estrategicamente na Avenida Jornalista Roberto Marinho, entre as avenidas Jurubatuba e Dr. Chucri Zaidan, a estrutura entra agora em fase final de execução para atender um dos eixos econômicos mais movimentados da capital.
O projeto visa solucionar um gargalo histórico de deslocamento na Zona Sul. Ao conectar o polo corporativo da Berrini diretamente ao Aeroporto de Congonhas, o novo ramal metroviário promete reconfigurar a dinâmica de trânsito local.
Status atual das obras na Linha 17-Ouro
Os relatórios técnicos mais recentes indicam que a estação Chucri Zaidan alcançou 92% de conclusão nas obras civis. A instalação de sistemas, fundamental para a operação dos trens, já atinge o patamar de 80%.
Nesta etapa, as equipes de engenharia concentram esforços no acabamento fino e na preparação tecnológica. A estrutura metálica já está posicionada, assim como as áreas de circulação.
Nas próximas semanas, o foco se volta para os testes rigorosos de comunicação e sinalização. Esses procedimentos são críticos para garantir a segurança da Linha 17-Ouro, preparando a via para receber a frota de trens que já se encontra em solo paulistano.
Capacidade técnica e estrutura
A estação foi dimensionada para suportar o alto fluxo de passageiros típico de uma região comercial densa. São 6.045 m² de área construída, divididos logicamente entre plataforma central, mezanino e acessos laterais.
Para garantir a fluidez no horário de pico, o projeto implementou:
- 8 escadas rolantes de alto desempenho;
- 5 elevadores para acessibilidade plena;
- 10 bloqueios (catracas) para controle de fluxo;
- Plataforma central com 60 metros de extensão.
A integração multimodal é outro pilar deste projeto da Linha 17-Ouro. A estação contará com baias exclusivas para conexão com ônibus da SPTrans e um bicicletário com 100 vagas. O acesso direto à ciclovia da Avenida Roberto Marinho incentiva o uso de transporte ativo, complementando o trajeto do passageiro.
A sustentabilidade também pautou a arquitetura, que privilegia iluminação e ventilação naturais, além de um sistema de captação de água pluvial para reuso em limpeza e irrigação.
Impacto na rede metroferroviária
A previsão oficial para o início das operações é março de 2026. Quando estiver em pleno funcionamento, o sistema beneficiará cerca de 93 mil passageiros diariamente.
Com oito estações ao longo de 6,7 km, o monotrilho reduzirá drasticamente o tempo de viagem entre o aeroporto e a rede de trilhos. Ao consolidar essa conexão, a Linha 17-Ouro se firma como uma intervenção essencial para a modernização da mobilidade urbana em São Paulo.