Líderes religiosos no Brasil lamentam a morte do Papa Francisco
Luto e homenagens de líderes religiosos destacam seu legado de paz e inclusão
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 22/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
Representantes de diversas tradições religiosas no Brasil expressaram seu pesar pela morte do papa Francisco, que faleceu na madrugada de segunda (21), em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC), seguido por coma e colapso cardiovascular irreversível.
Em uma manifestação coletiva, organizações da comunidade judaica lamentaram a perda do pontífice, destacando sua importância para a humanidade. A Confederação Israelita do Brasil (Conib) declarou que a morte de Francisco representa uma “grande perda para a humanidade”.
A Conib enfatizou o impacto positivo do papa, afirmando que sua liderança carismática e visão inclusiva tocaram profundamente o coração das pessoas durante seu papado. “Ele visitou o campo de extermínio nazista de Auschwitz, condenou o antissemitismo e o racismo, além de promover o diálogo inter-religioso”, ressaltou a organização. “Que seu legado continue a nos guiar na busca por um mundo mais humano, justo e pacífico”, completou.
A Federação Israelita do Estado de São Paulo também se manifestou, enviando solidariedade aos católicos globalmente. A federação reconheceu o papel significativo do papa na luta contra discursos de ódio e intolerância. “Sua voz firme contra o antissemitismo e seu compromisso com o diálogo inter-religioso foram faróis de esperança em tempos difíceis”, afirmou a entidade.
O Centro de Divulgação do Islam Para América Latina (CDIAL) também expressou suas condolências. Em nota, destacou que Jorge Mario Bergoglio, conhecido como papa Francisco, foi o primeiro pontífice jesuíta e latino-americano da história da Igreja Católica. Desde sua eleição em 2013, ele se destacou pelo compromisso com os mais necessitados, defesa dos direitos humanos e promoção da paz mundial.
“Sua liderança transformadora resultou em reformas significativas dentro da Igreja, incluindo a reestruturação da Cúria Romana e iniciativas para aumentar a inclusão das mulheres”, continuou o CDIAL. “O papa deixou uma marca indelével na história da Igreja e do mundo por sua empatia em relação aos pobres, imigrantes e todos os que sofrem”, acrescentou.
A Federação Espírita Brasileira elogiou Francisco como um “dedicado irmão na doutrina cristã”, que promoveu a união entre fiéis de diferentes crenças por meio de amor e fraternidade. A federação ressaltou sua atuação nas questões climáticas e nos direitos dos refugiados, desejando amor e paz aos irmãos em Cristo durante este momento de luto.
A Frente de Evangélicos também lamentou profundamente sua morte, destacando a simplicidade e defesa dos direitos humanos que marcaram seu pontificado. O pastor Ronilso Pacheco mencionou a última aparição pública do papa durante a Páscoa, onde ele pediu um cessar-fogo na Faixa de Gaza, reiterando seu compromisso com a solidariedade entre os povos.
O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) recordou como Francisco viveu com coragem em contextos hostis, defendendo os imigrantes e denunciando colonialismos contemporâneos que ferem a dignidade humana. Os membros da Conic expressaram suas orações pela vida do papa e pelo consolo das comunidades enlutadas.
Líderes religiosos afro-brasileiros também prestaram homenagens ao papa. Mãe Meninazinha de Oxum destacou que ele será lembrado por seu enfrentamento às injustiças sociais. Mãe Nilce de Iansã comentou sobre o amor semeado pelo papa em todas as partes onde esteve presente, ressaltando seu sorriso acolhedor como um símbolo de respeito à diversidade religiosa.
Em suma, as diversas manifestações refletem não apenas a tristeza pela perda de um líder espiritual importante, mas também celebram o legado duradouro que o papa Francisco deixou através de suas ações em prol da paz, justiça social e diálogo inter-religioso.