Operação de EUA e Venezuela mata chefe do Tren de Aragua

Héctor Guerrero morreu nesta sexta-feira no estado venezuelano de Bolívar após ataque rápido coordenado pelo Comando Sul americano.

Crédito: @TheWhiteHouse

Uma operação militar conjunta entre os governos dos Estados Unidos e da Venezuela resultou na morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero. Ele era o líder máximo do Tren de Aragua, grupo criminoso com atuação internacional. A ação ocorreu nesta sexta-feira (12) no sudeste do estado venezuelano de Bolívar.

O Comando Sul dos EUA executou o ataque letal, enquanto as autoridades venezuelanas forneceram apoio de inteligência. Donald Trump, presidente americano, divulgou a informação inicialmente nas redes sociais e publicou um vídeo do bombardeio. A chancelaria venezuelana confirmou a participação logo na sequência.

A operação contou com apoio tecnológico especializado e desenvolveu-se mediante mecanismos de cooperação e intercâmbio de informação de inteligência”, declarou o governo da Venezuela em comunicado oficial.

As forças de segurança consideravam o Tren de Aragua uma organização terrorista desde o ano passado, após decreto assinado por Trump. O governo dos EUA oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões por dados que levassem à captura do criminoso. Promotores de Nova York já haviam apresentado acusações contra ele por extorsão e tráfico.

Cooperação militar internacional

Sob minhas ordens, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque cinético rápido e letal para executar com sucesso Niño Guerrero”, publicou Donald Trump. O líder americano usou a rede Truth Social para detalhar a ofensiva contra a facção.

“Esta ação foi coordenada de perto com os nossos amigos na Venezuela, com quem estamos trabalhando muito bem”, acrescentou o presidente dos EUA. A Casa Branca e o Pentágono não emitiram notas adicionais sobre a movimentação militar em território sul-americano.

Os fuzileiros navais americanos já haviam atacado embarcações suspeitas de transportar narcóticos no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico ao longo do último ano. A inteligência militar apontou que muitos desses navios operavam sob as ordens diretas do Tren de Aragua para abastecer o mercado internacional.

Expansão criminosa e sanções

O Tren de Aragua surgiu no ano de 2014 dentro da prisão de Tocorón, no estado de Aragua. O bando expandiu suas operações rapidamente pela América Latina, dominando rotas de contrabando, prostituição e garimpo ilegal. O regime de Nicolás Maduro declarou o desmantelamento do grupo em setembro de 2023, embora Guerrero continuasse foragido.

A Justiça federal americana indiciou 70 integrantes do grupo em dezembro do ano passado. O Departamento de Estado também aplicou sanções financeiras severas contra a cúpula da facção no mês de julho de 2025, intensificando o cerco econômico aos criminosos.

A prisão de Nicolás Maduro pelas tropas americanas em janeiro de 2026, sob acusações de narcotráfico, reconfigurou as relações de segurança na região. A eliminação de Niño Guerrero evidencia uma nova e letal fase no combate direto às operações do Tren de Aragua no continente.

  • Publicado: 13/06/2026 08:27
  • Alterado: 13/06/2026 08:27
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Casa Branca