Líder do PT na Câmara descarta anistia após julgamento
Lindbergh Farias, do PT, se opõe à anistia em meio ao julgamento sobre suposta trama golpista, criticando apoio de Tarcísio. Demais petistas reforçam defesa da democracia.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 02/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
O deputado Lindbergh Farias, líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, manifestou nesta terça-feira (2) sua posição contrária à possibilidade de anistia, mesmo com a iminência do julgamento relacionado à suposta trama golpista. Acompanhado por outros membros da base aliada do governo Lula, o parlamentar esteve presente no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Não há espaço para discutir anistia. Embora esse tema seja abordado nesta semana, ele deve ganhar mais força após o julgamento. Ouvi as declarações do ministro Barroso e, considerando as decisões já tomadas pelo STF, acreditamos que não há fundamento para essa discussão. É inconstitucional“, declarou Lindbergh ao entrar no tribunal.
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Em suas observações, o deputado também criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, por apoiar publicamente a ideia de anistia. “Tarcísio agora se posiciona como defensor da anistia, sugerindo até um indulto. Dizer isso no momento em que se realiza o julgamento no STF é uma provocação desnecessária e infeliz“, afirmou.
Além disso, outros integrantes do PT se manifestaram nas redes sociais sobre o início do julgamento que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e demais réus envolvidos na trama. A ministra Gleisi Hoffmann, responsável pelas Relações Institucionais, destacou que esse processo representa um “encontro marcado com a democracia” e ressaltou que “a Justiça terá a palavra final“.
José Guimarães, outro líder petista na Câmara, expressou sua satisfação com o andamento do julgamento: “Ninguém sairá impune por desafiar a democracia e as instituições brasileiras“.
A deputada Jandira Feghali, do PC do B-RJ, considerou o julgamento uma ocasião histórica e uma lição para o mundo. Ao chegar ao STF, ela comentou sobre os riscos enfrentados pela democracia brasileira: “Este processo revela um risco irreversível para a nossa democracia. As instituições e o povo reagiram”, disse aos jornalistas. “É uma verdadeira lição para o mundo“, concluiu.
Ao menos dois deputados do PSOL, Pastor Henrique Vieira (RJ) e Fernanda Melchiona (RS), também estiveram presentes na sessão da Primeira Turma do STF. Os parlamentares que realizaram credenciamento têm permissão para acompanhar todos os cinco dias de sessões dessa turma no Supremo. O plenário fracionado conta com assentos reservados para os parlamentares que se inscreveram previamente para assistir ao julgamento.