Lia de Itamaracá leva Ciranda de Ritmos ao Sesc Santo André

A artista apresenta no dia 22, sábado, espetáculo que reúne ciranda, coco, maracatu, frevo e maxixe. Dia 23, domingo, a artista realiza vivência “Aprendendo a cirandar”

Crédito: Anderson Carvalho

Lia de Itamaracá chega ao ABC Paulista para cantar e contar um pouco de sua história com o show musical e vivência no Sesc Santo André, dias 22 e 23 de setembro. No sábado, 22, o ícone da ciranda no Brasil, patrimônio vivo do Estado de Pernambuco, apresenta o espetáculo “Ciranda de Ritmos”, às 20h, no Teatro da unidade. A apresentação reúne ciranda, maracatu, frevo e maxixe com base nas canções do disco.

Nesta celebração, Lia passeia pela sonoridade pernambucana com canções suas, de outros compositores e de domínio público. Entre as de autoria própria estão “Moça namoradeira” e “Santa Tereza”. Carlos Zens, produtor do CD “Ciranda de Ritmos”, comparece com “Cirandando pela praia”. Há ainda composições de Bezerra do Sax, Baracho e Capiba. No final do set, a rainha da ciranda interpreta também “Dança do papangu” de Chico César. De Dorival Caymmi ela canta “Suíte do pescador” e, ainda, “Cirandar”, de Martinho da Vila.

Considerada como uma referência nacional quando o assunto é ciranda, Lia, nos últimos dez anos, levou suas cirandas para todas as capitais do país e mundo afora, a fim de transmitir esta tradição a diversos povos.

Vivência e exposição

Dia 23, domingo, a artista realiza vivência “Aprendendo a cirandar”, às 16h, no Espaço de Eventos/Terreiro Raquel Trindade, também no Sesc Santo André.

A oficina faz parte da exposição (RE)inventar – Artistas Criadores, em cartaz no mesmo local até o dia 25 de novembro. A mostra – com curadoria de Angela Mascelani e em parceria com o Museu Casa do Pontal, considerado atualmente o maior e mais significativo museu de arte popular do país – tem como objetivo fazer com que o público se inspire nas histórias de vida destes artistas, cujas criações e mitologias            ampliaram o universo da arte brasileira.

A banda que acompanha a cantora nesta temporada em São Paulo é formada por Toinho (tarol), Bibil (trompete), Bio Negão (trombone), Dandan do sax (saxofone), Tony Boy (surdo, alfaia e pandeiro), Biu Baracho (vocal), Dona Dulce (vocal) e Ganga (ganzá, alfaia e padeiro).

Sobre Lia de Itamaracá

“Essa ciranda quem me deu foi Lia que mora na Ilha de Itamaracá…”. Lia, Ilha de Itamaracá e ciranda. São palavras indissociáveis. Lia de Itamaracá, incontestavelmente, faz parte da história da nossa cultura popular brasileira e é sem dúvida um grande nome nacional quando o tema é a ciranda.

Seu nome atrelado à ilha onde nasceu e vive, junto a cinco décadas de perseverança e resistência, a transformou em ícone com ressonância internacional que vai além dos circuitos folclóricos, regional ou de cultura popular, capaz de servir de referência para o mangue beat de Chico Science & Nação Zumbi e merecer uma canção-tributo de Paulinho da Viola (“Eu sou Lia”, dos versos “Eu sou Lia da beira do mar/ Morena queimada do sal e do sol/ Da Ilha de Itamaracá”). Aos 75 anos, batizada Maria Madalena Correia do Nascimento, Lia é uma lenda viva.

Serviço

Ciranda de Ritmos, com Lia de Itamaracá

Dia 22/9, sábado, às 20h.

Ingressos nos valores de R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia-entrada) e R$ 6,00 (trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus dependentes com Credencial Plena). Disponíveis online a partir das 12h do dia 11/9 no Portal Sesc SP, e a partir das 17h30 do dia 12/9 nas Bilheterias da Rede Sesc.

No Teatro. Recomendação etária: 12 anos.

Aprendendo a Cirandar, com Lia de Itamaracá

Dia 23/9, domingo, 16h às 17h.

Grátis. Inscrições no local a partir das 15h30. Livre para todos os públicos.

No Terreiro Raquel Trindade (Espaço de Eventos).

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 17/09/2018
  • Fonte: FERVER