Lewandowski deixa Ministério da Justiça nesta sexta-feira

Saída de Lewandowski deve provocar mudanças no núcleo do Ministério da Justiça e na agenda da segurança pública

Crédito: Divulgação/STF

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, informou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que deixará o comando da pasta nesta sexta-feira (9). A conversa ocorreu antes do evento realizado no Palácio do Planalto que marcou os três anos dos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.

A saída de Ricardo Lewandowski deve provocar um esvaziamento do núcleo central do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ao menos dois secretários já sinalizaram a pessoas próximas a intenção de deixar o governo junto com o ministro: o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto e o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo.

Saída de Lewandowski deve atingir núcleo da pasta

Nelson Jr./STF

Outro nome que deve deixar o ministério ainda no primeiro semestre é o do secretário de Assuntos Legislativos, Marivaldo Pereira. Ele pretende se lançar candidato a deputado federal nas eleições de 2026, o que exige afastamento do cargo dentro do prazo legal.

Inicialmente, a previsão era de que Lewandowski deixasse o posto após a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, que ainda não tem data definida para apreciação na Câmara dos Deputados. Apesar disso, a decisão de saída foi confirmada para esta sexta-feira.

Lewandowski assumiu o Ministério da Justiça em 1º de fevereiro de 2024, após a saída de Flávio Dino, indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao tomar posse, promoveu mudanças internas e nomeou Manoel Carlos de Almeida Neto, Mario Sarrubbo, Jean Uema (Secretaria Nacional de Justiça), André Garcia (Secretaria Nacional de Políticas Penais) e Lilian Cintra (Secretaria Nacional de Direito Digital), além de reorganizar outras secretarias com servidores da própria pasta.

Segurança pública marcou gestão Lewandowski

Ricardo Lewandowski
Nelson Jr./SCO/STF

Em seu discurso de posse, Ricardo Lewandowski destacou que a segurança pública seria prioridade e ressaltou a necessidade de enfrentar o crime organizado, os delitos digitais e as milícias. Durante sua gestão, o ministério apresentou um conjunto de propostas legislativas voltadas a esse objetivo.

Além da PEC da Segurança, Ricardo Lewandowski elaborou o Projeto de Lei Antifacção. Ambos os textos seguem em tramitação na Câmara dos Deputados e ainda não possuem data definida para votação.

A saída de Lewandowski ocorre em um momento sensível da agenda de segurança pública do governo federal e deve abrir caminho para uma nova reorganização interna na pasta.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 08/01/2026
  • Fonte: Farol Santander São Paulo