Lewandowski acusa Moro de falta de imparcialidade no caso de Lula
Expoentes da ala do Supremo mais crítica à Lava Jato indicaram voto para declarar a suspeição de Moro ao condenar o petista em um julgamento que deve ocorrer até o fim de outubro
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 05/08/2020
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Nesta terça-feira (04/08) em ao analisar o pedido de defesa do ex-presidente Lula, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, não concordaram com a condenação do ex-juiz federal Sérgio Moro.
Os dois ministros votaram a favor da suspeição da condenação feita por moro contra o petista, em um julgamento que deve ocorrer até o final de fim de outubro na Segunda Turma da Corte.
Em uma das fases desse julgamento, a Segunda Turma aceitou por 2 votos a 1 o pedido de defesa dos advogados de Lula contra a delação do ex-ministro Antonio Palocci alegando que as acusações e provas que ele apresentou foram feitas depois do prazo que já havia sido encerrado por Moro.
Segundo Lewandowski o ex-juiz federal agiu sem imparcialidade no caso violando o sistema acusatório sem ser provado por ninguém a delação feita, tornando a público seis dias antes da disputa eleitoral de 2018 vencida por Jair Bolsonaro, que colocou Sérgio Moro como Ministro da Justiça. Este seria o motivo principal que a defesa de Lula estaria levantando, a quebra de sigilo da delação de Palocci durante a campanha eleitoral.
As críticas à atuação do ex-juiz ocorrem no momento em que a Lava Jato é alvo de uma série de ofensivas que colocam em risco o seu futuro. A cúpula da Procuradoria-Geral da República (PGR) e o procurador-geral, Augusto Aras defendem uma mudança no formato das forças-tarefa para promover correções nas operações de combate a corrupção.
Suspenção do Caso
Se o STF decidir suspender as acusações de Moro, as acusações do caso do triplex comprado do Guarujá será anulada e as outras acusações tomadas em outros processos, como o do Instituto Lula, também podem ser invalidadas. Sendo assim, os casos voltariam para o início da investigação.
Resposta de Moro
Em nota, ele alegou que Palocci já havia prestado depoimento, portanto a delação não trouxe elementos novos ao processo. Além disso, lembrou que a sentença condenatória contra Lula no caso do triplex do Guarujá foi em julho de 2017.
Conclusão
A decisão do caso vai ser adiada, já que será reaberto o prazo para que o ex-presidente apresente suas argumentações finais.