Como o Brasil combate a leucemia por meio de transplantes de medula óssea
Diante de mais de 11 mil possíveis novos casos e a dificuldade de um doador compatível, Dr. Leandro Dalmazzo, vice-presidente médico do Grupo GSH, explica a importância do procedimento.
- Publicado: 19/01/2026
- Alterado: 18/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
Um dos maiores desafios da saúde pública no Brasil são as chamadas doenças de sangue, ou hematológicas. Enquanto algumas, como anemias por falta de nutrientes, podem ser evitadas e tratadas com uma dieta adequada e tratamentos simples e efetivos, outras requerem tratamentos mais específicos. A leucemia, um tumor que afeta os glóbulos brancos do sangue, é o décimo tipo de câncer mais frequente na população brasileira, com cerca de 11 mil casos novos a cada ano, de acordo com previsão do Instituto Nacional do Câncer (INCA).
“Como outros cânceres, o tratamento da leucemia pode passar por medicamentos e quimioterapia ou radioterapia, mas dependendo do tipo, como no caso da leucemia aguda e da mieloide crônica, podem chegar à necessidade de um transplante de medula óssea”, explica Dr. Leandro Felipe Figueiredo Dalmazzo, vice-presidente médico do Grupo GSH. Segundo o médico, esse transplante envolve a substituição da medula óssea doente por células-tronco saudáveis, que podem ser obtidas do próprio paciente (transplante autólogo) ou de um doador compatível (transplante alogênico). Nas leucemias, o transplante alogênico é sempre o mais recomendado para o tratamento, o que sempre exigirá um doador compatível com o paciente.
O Grupo GSH atende a diversos hospitais parceiros, pelo país, por meio de sua equipe médica e profissionais aptos para a realização do transplante de medula óssea. Assim como, disponibilizando os bancos de sangue da rede – em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, para realizarem o processo de coleta – desde a avaliação dos doadores de medula (que envolve todos os exames necessários) até a coleta da bolsa de célula, observando aos critérios estabelecidos pelo Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME).
“O processo de transplante de medula óssea começa pela identificação de um doador compatível, que passa por vários testes para que, então, suas células-tronco hematopoiéticas sejam coletadas da medula óssea ou do sangue periférico”, esclarece dr. Leandro. No transplante, é realizada uma “destruição” da medula óssea doente por meio de quimioterapia e/ou radioterapia, seguida pela infusão das células-tronco saudáveis, que irão ocupar a medula óssea e restaurar a produção normal de células sanguíneas.
Ainda segundo o médico, é preciso haver também um preparo específico e estruturado da instituição para dar o apoio necessário ao transplante. “Aqui no Grupo GSH, por exemplo, possuímos todo o suporte para realizar o planejamento conjunto com a equipe de transplantadores, realizando tanto o procedimento de coleta do material, quanto a avaliação e acompanhamento do doador alogênico de medula, além de um time instruído para manipular e preparar o produto colhido, seja para infusão ou criopreservação”, ressalta.
Dia Mundial do Doador de Medula Óssea: 20 de setembro
Em 20 de setembro, celebra‑se o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, data ideal para reforçar a importância da doação voluntária. Apesar de o Brasil possuir hoje mais de 5,9 milhões de doadores de medula óssea cadastrados, e mais de 125 mil novos doadores a cada ano, segundo o Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), há ainda cerca de 2 mil pacientes à espera por um doador compatível. “Isso ocorre porque é mais difícil conseguir um doador compatível que não seja da própria família, cerca de um em cada 100 mil pessoas sem nenhum parentesco”, comenta Dr Leandro.
O médico reforça a importância do incentivo à doação de medula óssea. “Quanto mais voluntários tivermos para essas doações, mais chance de encontrar um doador compatível para esses pacientes”, conclui.