Leila Pereira defende SAFs como futuro do futebol brasileiro
Leila Pereira defende SAF como futuro do futebol brasileiro, criticando o modelo associativo e prometendo manter finanças em dia no Palmeiras.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 11/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Durante uma entrevista realizada na última segunda-feira (11), antes de um evento promovido pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) sobre fair play financeiro, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, expressou sua visão sobre a transformação dos clubes em Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). Para ela, esse modelo representa o “futuro” do futebol no Brasil, incluindo o próprio Palmeiras.
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Veja o que Leila Pereira, presidente do Palmeiras, falou
A dirigente destacou que a propriedade dos clubes por empresários pode facilitar o endurecimento das regras de controle financeiro. Com a responsabilidade atribuída a um único proprietário, a situação de calotes e atrasos financeiros poderá ser tratada de forma mais eficaz. “Na teoria, todos concordam com o fair play financeiro, mas, na prática, isso nem sempre se reflete. O correto é comprar e pagar, e o Palmeiras tem cumprido com suas obrigações”, afirmou Leila.
Leila Pereira também criticou o modelo associativo vigente em muitos clubes. Ela ressaltou que presidentes temporários muitas vezes priorizam vitórias imediatas em detrimento da saúde financeira do clube. “Quando você tem um dono, a responsabilidade é dele. Muitos presidentes passam por clubes associativos sem enfrentar as consequências de suas decisões”, disparou.
Embora tenha reiterado sua crença na necessidade de mudança para o modelo SAF, Leila esclareceu que não pretende propor essa transformação durante seu mandato, que se estende até 2027. “Não alterarei o estatuto do Palmeiras enquanto estiver à frente do clube. O próximo presidente poderá considerar essa mudança caso julgue necessário“, explicou.
A presidente também manifestou sua visão otimista sobre o futuro do Palmeiras, afirmando que acredita que o clube poderá se tornar uma SAF, mas não sob sua liderança. “Muitas pessoas se consideram donas do clube e isso criaria resistência a essa transição“, disse. “Enquanto eu for presidente, lutarei para garantir que o Palmeiras mantenha suas obrigações financeiras em dia”, concluiu.