Lei Marcial na Coreia do Sul: Ameaça à Democracia

Impactando as relações internacionais e a democracia interna.

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A recente imposição da lei marcial na Coreia do Sul surpreendeu muitos, pois o país é conhecido por sua estabilidade política desde 1988, quando iniciou a transição para a democracia. Antes disso, a Coreia do Sul vivenciou décadas de instabilidade, começando com sua fundação como república em 1948. Durante esse período, a nação enfrentou múltiplas aplicações da lei marcial e um conflito de três anos com a Coreia do Norte, que permanece tecnicamente sem resolução de paz até hoje.

Nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial, a Coreia do Sul passou por uma série de regimes autoritários. A Primeira República começou com Syngman Rhee, cujo governo autocrático terminou em 1960 com a Revolução de Abril. O golpe militar de Park Chung Hee em 1961 marcou o início de quase duas décadas de governo militar, que persistiu até sua morte em 1979. Apesar das promessas durante a Quinta República, foi somente após protestos massivos em 1987 que a democracia começou a ganhar espaço real no país.

A transição democrática formalizou-se em 1988 com a eleição direta do presidente Roh Tae-woo, que diminuiu práticas autoritárias e expandiu liberdades civis. A consolidação democrática continuou com eleições pacíficas subsequentes e alternância de poder entre liberais e conservadores. Atualmente, essas forças políticas são representadas pelo Partido Democrático da Coreia e o Partido do Poder Popular.

O atual presidente, Yoon Suk Yeol, representa uma abordagem conservadora, destacando-se por políticas rigorosas em relação à Coreia do Norte e reforçando laços com os Estados Unidos e Japão. Sua eleição em 2022 foi histórica devido à margem estreita de vitória. A situação política atual reflete tanto os desafios quanto os progressos da Coreia do Sul desde sua transição para a democracia há mais de três décadas.

  • Publicado: 01/01/2026
  • Alterado: 01/01/2026
  • Autor: 03/12/2024
  • Fonte: Motisuki PR