Lava Jato acusa ‘;operador’ de omitir contas

A força-tarefa da Lava Jato pediu a Moro que abra prazo de 10 dias para que Mário Miranda, apontado como operador financeiro ligado ao MDB, preste esclarecimentos sobre contas no exterior

Crédito: Reprodução/Reuters

Para os procuradores, a “ausência de postura colaborativa” pode levá-lo de volta à prisão. Detido em maio, Miranda foi solto em junho, após pagar parte da fiança de R$ 10 milhões e admitir crimes em depoimento.

“A ocultação das contas mantidas em outros países que não a Suíça, além da não apresentação dos esclarecimentos requeridos e documentação apta a comprovar alegações acerca dessas contas-correntes indicam ausência de postura colaborativa do investigado, reforçando fundamentos da prisão preventiva”, afirmaram os procuradores.

Miranda foi alvo da Operação Déjà Vu, 51.ª etapa da Lava Jato, deflagrada em 8 de maio. Essa fase investiga contrato da Petrobras de US$ 825 milhões que teria rendido propina de US$ 40 milhões ao MDB, de acordo com a força-tarefa. O acerto, segundo delação da Odebrecht, teria sido feito em 2010.

O advogado de Miranda, Antonio Figueiredo Basto, disse que não vai se manifestar. A direção do MDB negou relação com o esquema na Petrobras. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 03/07/2018
  • Fonte: FERVER