Lava Jato abriu inquérito civil para apurar conduta de bancos

O procurador do Ministério Público Federal, disse que a força-tarefa da Lava Jato abriu nesta semana inquérito civil para analisar a conduta de bancos no esquema de lavagem de dinheiro

Crédito: Rodrigo Félix Leal / Futura Press

De acordo com Carlos Fernando dos Santos Lima, que foi designado responsável pelo inquérito, o objetivo é identificar falhas de compliance dos bancos para depois, caso confirmadas as falhas, estabelecer acordos com as instituições para o ressarcimento de perdas à União, e, principalmente, antecipar correções de falhas.

“Como investigador da operação, eu também estou capacitado a punir”, disse o procurador, que participou do 9º Congresso Anual da Associação Brasileira de Direito e Economia (ABDE), que se realiza entre esta quarta até sexta-feira na sede do Insper em São Paulo.

Santos Lima fez essa afirmação ao ser perguntado por um funcionário do Banco Central sobre o quanto o sistema financeiro teria sido conivente no esquema de lavagem de dinheiro. O procurador disse que lavagem de dinheiro é o subproduto da corrupção e para que os desvios tenham êxito, de certa forma, sempre há conivência de empresas do setor financeiro.

Ele afirmou que desde o início da operação Lava Jato foram identificadas inúmeras corretoras no esquema. O procurador comentou também que não sabe se poderá divulgar os nomes dos bancos envolvidos, por não saber ainda o quanto das informações apuradas estarão sob sigilo bancário.

Santos Lima disse que espera poder contar com a colaboração do Banco Central, que foi bastante solícito no caso do Banestado. De acordo com ele, seria importante a contribuição da autoridade monetária, porque muitos dos recursos que entraram e saíram do País, decorreram de operações com contratos de câmbio, o que fez com que vultosos recursos fossem enviados para fora do País e internalizados.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: FERVER