Laboratório PCS Saleme: Justiça concede liberdade provisória a sócios após contaminação por HIV
O laboratório é investigado por ter emitido laudos que diziam que dois doadores não tinham HIV
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 11/12/2024
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Após a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, os sócios do laboratório PCS Saleme não apenas foram liberados da prisão preventiva, mas também tiveram que cumprir uma série de medidas cautelares estabelecidas pela Justiça. Essas imposições têm como objetivo garantir a integridade do processo judicial e evitar qualquer tipo de interferência nas investigações em andamento. As principais medidas incluem a entrega dos passaportes, o que impede os réus de deixar o país durante o período em que a ação penal estiver em andamento. Além disso, foi determinado que eles compareçam ao juízo cinco dias após a soltura para informar seus endereços e, posteriormente, compareçam mensalmente até o dia 10 de cada mês. Essa obrigação de comparecimento regular é crucial para manter o controle sobre os acusados e assegurar que estejam acessíveis para futuras audiências e decisões judiciais. Outra restrição significativa é a proibição de exercer atividades profissionais relacionadas ao ramo de análises clínicas.
Essa medida é especialmente importante, considerando as alegações graves contra os réus envolvendo erros em testes de HIV que resultaram em consequências trágicas para receptores de órgãos. A suspensão da atuação profissional visa evitar novas possíveis irregularidades e proteger a saúde pública enquanto as investigações prosseguem. Além disso, os réus estão proibidos de entrar em contato com as vítimas envolvidas no caso, exceto para fins de eventuais acordos civis que possam ser estabelecidos em processos separados. Essa proibição é uma salvaguarda importante para garantir que as vítimas não sejam influenciadas ou intimidadas durante o andamento do processo. O relator do caso, desembargador Marcelo Castro Anátocles da Silva Ferreira, enfatizou a necessidade de reavaliação das medidas cautelares após um período de seis meses. O não cumprimento dessas condições pode levar à revogação da liberdade provisória concedida aos acusados. Assim, as medidas cautelares não apenas protegem o andamento da justiça, mas também asseguram que os réus cumpram com suas responsabilidades legais até que se chegue a um desfecho definitivo do caso. Com essas precauções em vigor, o foco agora se volta para a investigação mais ampla em curso, que examina as alegações contra o laboratório PCS Saleme e seus procedimentos internos.