La Niña chega, mas não será suficiente para combater calor extremo em 2024
2024 já se configura como o ano mais quente até agora, superando os recordes estabelecidos em 2023
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 12/12/2024
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou que, embora a La Niña esteja prevista para se manifestar ainda em dezembro, a sua intensidade será insuficiente para mitigar os efeitos do calor extremo que o planeta vem enfrentando.
Com a La Niña apresentando uma força reduzida, as expectativas de uma redução significativa nas temperaturas diminuíram. O fenômeno climático, que contrabalança os efeitos do El Niño, é caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico na região central e leste equatorial. Como resultado, algumas áreas podem experimentar um aumento nas chuvas e uma diminuição nas temperaturas.
O surgimento da La Niña era aguardado como um possível alívio para o calor intenso previsto para 2024, especialmente após um período marcado por um El Niño extremo e pelo registro do ano mais quente da história. As expectativas iniciais indicavam que o fenômeno poderia trazer algum alívio temporário, principalmente para a região Norte do Brasil.
Os efeitos típicos da La Niña incluem:
Aumento das chuvas nas regiões Norte e Nordeste;
Tempo seco no Centro-Sul, com chuvas irregulares;
Tendência de secas no Sul;
Condições propícias para a entrada de massas de ar frio, gerando maior variação térmica.
No entanto, desde julho, as previsões sobre a probabilidade de ocorrência da La Niña têm diminuído. Inicialmente estimada em 70%, a possibilidade agora é de 55%. A OMM indica que o fenômeno deve ocorrer entre dezembro e fevereiro, mas sua força será moderada e sua duração curta, o que levanta preocupações sobre a efetividade de qualquer trégua climática esperada.
Em comunicado recente, Celeste Saulo, Secretária-Geral da OMM, afirmou: “O ano de 2024 começou sob a influência do El Niño e está a caminho de se tornar o mais quente já registrado. Mesmo que um evento La Niña ocorra, seu impacto de resfriamento será breve e não conseguirá contrabalançar os efeitos do aquecimento provocados pelos gases de efeito estufa retidos na atmosfera.”
Além disso, 2024 já se configura como o ano mais quente até agora, superando os recordes estabelecidos em 2023. Essa tendência de aquecimento global é atribuída ao aumento das emissões de gases do efeito estufa. Embora fenômenos como El Niño e La Niña possam influenciar as condições climáticas temporariamente, eles não têm o poder de reverter a situação crítica que o planeta enfrenta atualmente.
A previsão da OMM aponta que as temperaturas acima da média na superfície do mar devem continuar prevalecendo em praticamente todas as bacias oceânicas, exceto na região quase equatorial do Oceano Pacífico oriental. Especialistas acreditam que isso pode ser um fator importante para a redução dos impactos esperados da La Niña.