Kassio Marques veste camisa de ‘garantista’ e defende combate à corrupção

Pressionado por senadores lavajatistas, Kassio Nunes Marques, indicado para o STF, vestiu a camisa de "garantista" durante sabatina e negou que o perfil prejudique o combate à corrupção

Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado

Os garantistas costumam ser criticados pelos defensores da Operação Lava Jato em função da característica contrária ao chamado punitivismo, o que acaba beneficiando a defesa de acusados em algumas ocasiões.

“O garantismo judicial nada mais é do que aquele perfil de julgador que garante as prerrogativas e direitos estabelecidos na Constituição”, declarou Marques nesta quarta-feira. “Sim. Eu tenho esse perfil. O garantismo deve ser exaltado, porque todos os brasileiros merecem o direito de defesa.”

Na sabatina, o escolhido do presidente Jair Bolsonaro para vaga no Supremo defendeu o combate à corrupção como um “ideário essencial para que se consolide a democracia no País”. Ele afirmou, porém, que o combate a ilegalidades não pode se concentrar em uma pessoa, mas deve ser aplicado de forma igual às instituições.

As primeiras três horas de sabatina foram de clima ameno entre os senadores e o magistrado. As questões mais duras vieram de parlamentares da ala lavajatista, que questionaram Marques sobre as inconsistências em seu currículo, postura em relação à Operação Lava Jato e decisões polêmicas – como a liberação de uma licitação para compra de lagosta no Supremo.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 21/10/2020
  • Fonte: Farol Santander São Paulo