Justiça suíça amplia investigação contra políticos brasileiros

Segundo a imprensa suíça, cerca de 100 advogados de Genebra, Zurique e Lugano estão na defesa dos suspeitos, entre eles Cunha, para evitar que os dados sejam transmitidos ao Brasil

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A Justiça suíça ampliou as investigações contra políticos brasileiros, ex-executivos da Petrobras e offshores da Odebrecht. O governo solicitou a cooperação de Panamá, Holanda e Liechtenstein para apurar o destino de milhões de dólares identificados nas contas de bancos do país.

Entre os beneficiados estaria o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). No caso dele, o foco é a companhia Penbur Holdings, administrada pela consultoria Mossack Fonseca. Nos documentos revelados pelos Panamá Papers, o nome do banqueiro suíço David Muino é citado como a pessoa que atuaria para administrar parte da estrutura de Cunha.

O deputado não é o único. No total, 57 nomes envolvidos na Lava Jato apareceram nos Panamá Papers, com a abertura de 107 sociedades offshore. As companhias teriam relações com Odebrecht Schahin, Queiroz Galvão e outras. Nomes como o do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró também estão na lista.

A reportagem confirmou com pessoas próximas ao processo em Brasília que os suíços já haviam informado o Ministério Público brasileiro.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Publicado: 17/11/2025
  • Alterado: 17/11/2025
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: Assessoria