Justiça solta homem que quebrou relógio histórico em atos golpistas
Antônio Cláudio Alves Ferreira estava preso desde janeiro de 2023
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 19/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
A Justiça de Minas Gerais determinou a libertação de um homem que havia sido condenado a 17 anos de prisão pela sua participação na invasão ao Palácio do Planalto, ocorrida durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O réu, identificado como Antônio Cláudio Alves Ferreira, estava detido desde o início do ano e obteve o direito à progressão para o regime semiaberto.
A decisão foi proferida na última segunda-feira (16) pelo juiz Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro, responsável pela Vara de Execuções Penais (VEP) de Uberlândia. Ferreira havia sido encarcerado por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua condenação envolveu crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, dano ao patrimônio tombado e associação criminosa armada.
Durante o processo judicial, Ferreira admitiu ter estado no Palácio do Planalto e confessou ter danificado um relógio histórico datado do século 17. Após os eventos tumultuados, ele fugiu para Uberlândia, onde foi posteriormente capturado pela Polícia Federal.
O relógio danificado foi confeccionado pelo relojoeiro francês Balthazar Martinot e presenteado ao imperador Dom João VI pela corte da França em 1808. Este item integrava o acervo histórico da Presidência da República. Em um comunicado no início deste ano, o Palácio do Planalto informou que o relógio foi recuperado com a assistência de uma relojoaria suíça especializada em restauração.