Justiça reduz pena de João de Deus para 214 anos de prisão

Penas de João de Deus por crimes sexuais caem pela metade após Justiça de Goiás acolher recursos da defesa

Crédito: Reprodução

A Justiça de Goiás reduziu significativamente a pena imposta ao médium João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus. Após o julgamento de diversos recursos apresentados pela defesa, o total das condenações passou para 214 anos, 1 mês e 20 dias de reclusão. O montante anterior ultrapassava os 480 anos de prisão.

A redução é reflexo de uma série de fatores jurídicos, incluindo a extinção de punibilidade em casos onde houve a decadência do direito de representação (perda do prazo legal), revisões de penas em segunda instância e algumas absolvições em processos que não envolviam crimes sexuais.

Histórico de Crimes e Vítimas

João de Deus
Marcelo Camargo/Agência Brasil

João de Deus responde a 18 ações penais. A maioria das condenações refere-se a crimes bárbaros cometidos entre 1986 e 2017 na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO). Entre as tipificações estão:

  • Estupro de vulnerável;
  • Violação sexual mediante fraude;
  • Estupro.

Ao todo, 67 vítimas são oficialmente reconhecidas nos processos judiciais. Outras 121 mulheres atuaram como informantes, mas seus relatos não geraram condenações diretas devido à prescrição dos crimes ou perda de prazos legais.

Situação Carcerária Atual

João de Deus
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Preso preventivamente em dezembro de 2018, João de Deus obteve o benefício da prisão domiciliar em 2020, em razão de sua idade avançada e estado de saúde debilitado. Atualmente, ele cumpre a pena em sua residência em Anápolis (GO), sob restrições severas:

  • Proibição de frequentar a cidade de Abadiânia;
  • Proibição de manter contato com as vítimas.

Apesar da nova soma das penas, o desfecho do caso ainda depende de recursos que tramitam no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que pode alterar novamente o tempo total de reclusão.

  • Publicado: 06/05/2026 22:05
  • Alterado: 06/05/2026 22:05
  • Autor: Redação
  • Fonte: ABC do ABC