Justiça dos EUA ordena devolução de esmeralda brasileira encontrada na Bahia

Vitória do Brasil na Proteção do Patrimônio Cultural e Natural.

Crédito: Divulgação

A decisão da Justiça dos Estados Unidos de concordar com o pedido do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) para a repatriação da esmeralda Bahia representa um marco significativo na proteção do patrimônio cultural brasileiro. A esmeralda, pesando quase 380 quilos, foi descoberta em Pindobaçu, na Bahia, em 2001 e posteriormente exportada ilegalmente para os Estados Unidos em 2005 através de documentos falsificados. O juiz Reggie Walton, da Corte Distrital de Columbia, acatou os argumentos brasileiros, reconhecendo a extração e exportação ilícitas da pedra.

Esta decisão é um reflexo do trabalho conjunto das autoridades brasileiras e norte-americanas, destacando o papel essencial da cooperação jurídica internacional. Em 2017, o TRF já havia condenado dois empresários pelos crimes relacionados ao contrabando e uso de documentos falsos. Com isso, foi expedido um mandado de busca e apreensão visando a repatriação do valioso minério.

O retorno da esmeralda ao Brasil não apenas reforça a soberania nacional sobre seus recursos naturais, mas também sublinha sua importância cultural. Jorge Messias, advogado-geral da União, enfatizou que a Esmeralda Bahia não é apenas um bem patrimonial, mas também um bem cultural que enriquecerá o acervo do Museu Geológico Brasileiro.

Embora ainda exista a possibilidade de recurso que possa atrasar o processo de repatriação, a decisão atual é vista como uma vitória significativa. Ela ressalta a determinação do Brasil em proteger seu patrimônio e cultura frente a ações ilegais. Essa iniciativa destaca o compromisso contínuo do governo brasileiro e suas instituições na salvaguarda dos tesouros nacionais contra práticas ilícitas internacionais.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 22/11/2024
  • Fonte: FERVER