Justiça derruba sigilo de relatório da eleição de 2016

O Departamento de Justiça dos EUA deve divulgar aos parlamentares democratas a íntegra do relatório de investigação que apurou a interferência russa em favor de Trump, na eleição de 2016

Crédito: Getty Images

A Justiça dos EUA decidiu nesta terça-feira, 10, que o relatório de investigação conduzida pelo procurador especial Robert Mueller deve ser divulgado.

A sentença, que ainda cabe recurso, é uma vitória para os deputados e senadores democratas, que tentam acesso ao documento que só teve divulgação parcial. O relatório foi usado como guia do processo de impeachment de Trump – que foi aprovado pela Câmara dos Deputados, mas rejeitado pelo Senado.

Segundo a juíza Judith Rogers, responsável pela decisão, todas as investigações dos grandes júris são registros que pertencem ao Judiciário e não ao Departamento de Justiça. De acordo com trechos do relatório que se tornaram públicos, pessoas ligadas à equipe de Trump mantiveram contatos com a Rússia durante a campanha eleitoral e, mais tarde, o próprio presidente tentou demitir Mueller, que concluiu as investigações em março de 2017.

No entanto, o relatório de Mueller aponta não haver provas suficientes para acusações formais de conspiração do presidente americano com a Rússia na eleição de 2016 ou posterior obstrução de Justiça. “Embora este relatório não conclua que o presidente cometeu um crime, ele também não o isenta”, escreveu Mueller.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 11/03/2020
  • Fonte: Farol Santander São Paulo