Justiça argentina investiga corrupção na Agência Nacional da Pessoa com Deficiência
Por determinação da Justiça, foram realizadas 16 buscas em diferentes locais para coleta de provas.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 23/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
A Justiça da Argentina iniciou uma investigação relacionada a um possível esquema de corrupção na Agência Nacional da Pessoa com Deficiência, vinculada ao governo federal. O caso levanta suspeitas sobre a participação de Karina Milei, irmã do presidente Javier Milei e atual secretária da Presidência.
O inquérito foi desencadeado após a divulgação de áudios que supostamente pertencem a Diego Spagnuolo, ex-dirigente da agência que foi afastado de seu cargo. Nessas gravações, Spagnuolo faz referências a solicitações de suborno e menciona o nome de Karina, o que acendeu os alarmes das autoridades.
Embora a autenticidade das gravações ainda não tenha sido confirmada por fontes oficiais, também não houve qualquer desmentido até o presente momento. Nos áudios, o ex-dirigente faz declarações contundentes: “Estão roubando, você pode fingir que não sabe, mas não joguem esse problema para mim. Tenho todos os WhatsApps de Karina”. Além disso, o subsecretário de Gestão, Eduardo Menem, é mencionado nas conversas.
Em decorrência do caso, a Justiça autorizou 16 operações de busca em diferentes locais para a coleta de evidências que possam sustentar a investigação. A denúncia inicial foi apresentada pelo advogado Gregorio Dalbón, conhecido por sua atuação em processos com grande repercussão na mídia argentina.
Este episódio surge em um momento crítico para o governo argentino, já que se aproxima as eleições legislativas programadas para 26 de outubro. A denúncia coincide com a recente decisão do Congresso argentino de revogar um veto presidencial referente à lei que declara emergência na área de Deficiência, um movimento que visa aumentar os recursos destinados a este setor vulnerável.